Midrashê Shabat I

Como prometido no sábado anterior, colocarei aqui o primeiro texto da série Midrashê Shabat, onde amigos escolhem um dito de Jesus para que seja estudado e investigado, se possível relacionando-o com outros ditos do Nazareno e com as Escrituras Sagradas, a Torá dos Judeus (que corresponde ao nosso Pentateuco)

“Senhor Miceli, devo dizer que começou mal, pois sequer é sábado! Tome tento!”

Pera lá! Quando escrevi sobre o Shabat, semana passada, esqueci de ressaltar um detalhe importante: – Tem-se por Shabat o período desde o pôr do sol de sexta-feira, até o pôr do sol de sábado. Ou seja, tecnicamente, para nós, o Shabat começa as 18h de sexta-feira, e vai até as 18h de sábado. As 18h de sexta, os judeus fazem suas respectivas orações, recepcionando o Sábado com o acendimento de velas (pela matriarca do lar) dentre outras práticas.

Mas vamos ao dito do Nazareno que foi escolhido. A passagem sugerida para o primeiro Midrash, o primeiro estudo, está em Lucas, Capítulo 5, versículo 33-39:

“Ninguém retalha roupa nova para remendar roupa velha, pois inutilizará a roupa nova e a parte retirada não irá condizer com a roupa velha. Ninguém põe vinho novo em odres velhos, para que não arrebente. Põe-se antes, vinho novo em odres novos. Mas ninguém, após ter bebido vinho velho, quer do novo. Pois diz; O velho é que é bom!”

Este dito encontra paralelos no livro de Marcos, Capitulo 2 e Mateus, Capitulo 9.

“Mas, Miceli; Todos estes paralelos estão em Livros do Evangelho. E a Torá? Você não disse que tudo o que Jesus ensina está na Torá?”

Bom, na verdade não fui eu quem disse. Foi Jesus que disse. Mas vamos lá, debruçar-nos sobre o livro Vayk’rá (Levítico) e ver o ensinamento do mesmo Princípio: –

“Eu me voltarei para vós e vos farei crescer e multiplicar, e confirmarei minha Aliança convosco. Depois de vos terdes alimentado desta colheita, tereis ainda de jogar fora a antiga, para dar lugar à nova” (Levítico Capitulo 26, versículo 9.10)

O Princípio é: – Abandonar hábitos antigos, viciosos, para dar lugar a hábitos novos, virtuosos. No mais, há uma preocupação reincidente nos ditos de Jesus – e no Judaísmo em geral – para a prática do que é aprendido. Jesus diz ao fim do sermão no monte: – “Aquele que ouve minhas palavras e não as pratica é um insensato, que construiu sua casa sobre a areia. E ela cairá; E será grande a sua queda” O dito que citamos atua na mesma linha. Não se pode adquirir conhecimento novo, e recorta-lo, de modo que se encaixe a hábitos velhos, assim como “Ninguém retalha roupa nova para remendar a velha, pois inutilizará a veste nova”

Não há como você “pinçar” algo do novo conhecimento que seja de encaixe conveniente, e simplesmente descartar todo o resto, por ser de difícil aplicação. Tendo acesso a um conhecimento novo, não pode manter hábitos velhos. Pois, como Jesus diz: – “À quem muito é dado, muito é cobrado”

No entanto, Jesus termina o dito com assertiva curiosa: – “Mas ninguém, após ter bebido vinho velho, quer do novo. Pois diz; O velho é que é bom!”

Ora, todos sabem que o vinho é tido como bom e saboroso, quando é vinho velho, antigo e envelhecido pelos tempos. Assim também é o apelo de nosso hábitos; quanto mais antigos, quanto mais enraizados, mais “saborosos” e mais difíceis de serem abandonados. Assim são as tradições dos homens, e assim são os hábitos enraizados do individuo; saborosos e de difícil abandono.

Você se depara com conhecimento novo, e enxerga nele Verdade, mas os hábitos antigos estão tão enraizados que são difíceis de largar: modos de pensar, modo de responder a sentimentos, o praguejar e maldizer na fala, o agir impulsivamente… enfim; –  é um problema.

E é por isso que Jesus fala em “Nascer de novo”:

“Digo-lhes a Verdade: – Aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino de D’us. Pois aquele que nasceu da carne é carne. Aquele que nasceu do Espirito, é Espirito. O Espírito é que vivifica, a carne para nada serve. As palavras que vos disse são Espírito e Vida”

Culpabilidade Compulsória

A capacidade que a Esquerda tem de tirar partido de sua própria mediocridade é uma coisa alucinante. Havia eu escrito texto sucinto, ridicularizando brevemente um pronunciamento de Dilma Rousseff às Nações Unidas, em que a excelentíssima discorre sobre a importância do armazenamento de vento para geração de energia: – O “estocar o vento” (?)

Diante deste texto, um grande amigo meu de partidas de futebol – cujo nome não cito para não embaraça-lo – correu para avisar-me do seguinte:

– Miceli, há esta tecnologia.
– Qual?
– Estocagem de Vento. (Pausou e corrigiu-se) – Na verdade não existe. Mas há tecnologia em desenvolvimento.

Mostrou-me então o link de um blog (duvidoso) com gráficos e tudo o mais. Leio. A técnica é de armazenamento de gases sob rochas (subsolo), para que usando de algum mecanismo para faze-los circular, gere energia com o movimento destes gases estocados, sem que haja dependência de fluxo de vento constante no ambiente externo.

Va bene. Entre isso que acabei de dizer e o que a velha senhora disse, há uma distância colossal. Mas sendo generoso com o apreço do amigo, concordei que poderia tratar-se, na melhor das hipóteses, de um mau jeito de dizer; uma imprecisão, ou até mesmo uma “simplificação exacerbada” (de algo que, na verdade, ainda não existe, diga-se de passagem)

Mas aí vem a melhor parte. Observem, pois vem a melhor parte. Fiquei curioso, então, para saber quais seriam as explicações para a “Mulher Sapiens” (Aquela que se tornou mulher ao enrolar uma mandioca em formato esférico. Isto segundo a presidenta (?) Dilma Rousseff, evidentemente: – Não havia humanidade até enrolarmos mandioca.)

Ora, o sujeito havia-se saído muito bem com o armazenamento de vento e poderia também salvar a velha senhora no que diz respeito a mandiocas. Ele disse:

– Olha, eu entendi o que ela quis dizer… (fez-se um silencio constrangedor. Ele sentia-se mal; estava flagrante. Havia alguma espécie de desconforto íntimo. Enfim, desistiu de vitimar fatalmente sua inteligencia) – Está certo. Ela fala asneiras. Ela tem um atraso, alguma deficiência… Mas olhe só! (eu estava olhando, curioso) – Isso é da época da Ditadura militar… As agressões; as agressões que ela sofreu na época da DitaduraMilitar… A culpa é do Regime de 64.

 

O Lenho Verde

Esta expressão foi utilizada por Jesus, referindo-se a si mesmo. (dito registrado no livro de Lucas, capítulo 23, versículo 31) Estava ele a caminho do calvário; o povo pranteava e lamentava sua condenação, quando ele virou-se para um grupo de mulheres próximas e disse: – “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, choreis antes por vós mesmas (…) pois se fazem assim com o Lenho Verde, o que acontecerá com o seco?”

Há uma visão judaica de que o Messias corresponde ao Homem Original, ao arquétipo primeiro do Ser Humano (antes mesmo da subdivisão posterior de gêneros. De fato, há duas narrativas da criação do Homem no Livro Bereshit (Genesis): – Uma diz respeito ao arquétipo original, ao Ser Humano, outra diz respeito a criação do Homem e da Mulher) Este arquétipo seria o Ser Humano incorrupto, em seu molde primevo, em perfeita comunhão com D’us.

Jesus alude a este seu estado primeiro, de perfeita comunhão com D’us, cuja alma não estava manchada de transgressão alguma: – O Lenho verde. Se os homens condenam e flagelam um inocente, aquele que não carrega em si culpa alguma , o que farão então com aquele que é culpável, com aquele que deixou-se corromper pela devassidão do mundo: – O lenho seco? Se o mundo é capaz de tamanha violência com os justos, com aqueles que dariam uma boa colheita, o que fará então com os injustos, estes mesmo condenáveis e infrutíferos?

Daí a escolha deste nome para o meu domínio na Internet: – O Lenho Verde. Uma singela homenagem àquele do qual todo modesto entendimento que tenho é derivado.

Midrashê Shabat

“Lembra-te do dia do Sábado, para santifica-lo” Este é um preceito importantíssimo para os Judeus. Quem aqui nunca ouviu falar em Shabat? De fato, esta tradição de guardar o Sábado foi um importante fator unificante para os Judeus, dispersos por séculos pelo mundo, durante a diáspora. Há todo um conjunto de atividades próprias para um Shabat, bem como preceitos negativos; coisas que um Judeu não deve fazer, em respeito ao dia.

Dentre as atividades feitas, está a leitura semanal das Escrituras. Todo Sábado lê-se um trecho da Torá (que corresponde ao nosso Pentateuco; os cinco livros de Moisés), e a este trecho semanal lido chama-se Parashá. Ao fim de um ano, os judeus terminam a leitura dos cinco rolos, precisamente.

Curiosidades:

I – Shabat significa “descanso”. É curioso notar que, em muitas correntes de pensamento, “descanso” é visto como uma alusão a morte. Nesse sentido “Lembra-te do dia do descanso, para santifica-lo”, teria implicações muito mais profundas do que um simples dia da semana.

II – Este preceito corresponde ao quarto “Mandamento” ordenado por D’us no Decálogo (Conhecido popularmente como os 10 mandamentos dados a Moisés) Não se sabe bem – ou até se sabe – o motivo pelo qual as tradições Cristãs remanejaram os chamados “Mandamentos” e extirparam este preceito. O “remanejamento” é duplamente curioso se levarmos em conta o que Jesus disse:

“Não pensem que vim revogar a Lei de Moisés ou o testemunho dos profetas. Não vim revogar, mas dar-lhes pleno cumprimento. Digo-lhes a verdade; Enquanto existirem Céus e Terra, nenhuma só letra, nenhum só traço será omitido da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele que violar um só desses mandamentos e ensinar os Homens a fazer o mesmo será chamado de menor no Reino dos Céus. Mas aquele que praticar, e ensinar estes mandamentos, será chamado de grande no Reino dos Céus.”

Vejam bem; este dito não está em nenhum manuscrito Cristão Apócrifo ou em algum registro Judaico. Está mesmo no Evangelho de Mateus ! (Capítulo 5, versículos 17-19) Este destoar lembra-me outra frase de Jesus, esta preservada em Lucas Capítulo 6 versículo 46: – “Por que me chamam ‘Senhor, Senhor!’, mas não fazem o que eu digo?”

– – –

Para aquele que quer se aproximar um pouco mais das Escrituras, em seu ambiente primeiro, genuíno, o adquirir uma Torá resolve. E vejam bem; é fácil. Hoje em dia é fácil adquirir uma Bíblia Hebraica, ou um livro da Torá, amplamente comentado. Nele a divisão em Parashot (plural de Parashá) já está feita, e você pode acompanhar as leituras semanais, a cada sábado, de modo a ir se familiarizando com os textos e com a visão Judaica original.

Mas para aqueles que guardam o testemunho de Jesus, há mesmo um vácuo. Bem sei que em Igrejas também há leituras semanais (isto aprendido dos Judeus), mas as interpretações dadas e o que é exposto, muitas vezes, estão por demais distantes do sentido original (com a tal Teologia da Libertação nas Igrejas Católicas e a Teologia da Prosperidade nas Igrejas Evangélicas, então; Valha-me D’us!) No mais, a grande maioria interessada sequer frequenta Igrejas. Alguns por desinteresse nas Instituições, alguns mesmos por decepção. Outros nem mesmo tomaram para ler os Evangelhos, e se conhecem um ou dois ditos do nazareno, é muito.

Pensando nisso, resolvi inaugurar aqui uma sessão aos sábados chamada “Midrashê Shabat“. Midrash significa “estudo” ou “investigar”, em Hebraico. Todo sábado, colocarei aqui um estudo sobre algum dito de mais difícil compreensão de Jesus, ou simplesmente um dito cujo sentindo transcenda as implicações morais, ou estejam, de alguma forma, intrincados com conceitos Judaicos fundamentais anteriores. Caso tenham algum dito em especial sobre o qual busquem compreensão mais profunda, alguma curiosidade ou duvida, façam-me saber!

YHVH

Algumas perguntas me foram feitas, por diversos e diferentes amigos, acerca de grafias que uso ou curiosidades em relação ao Hebraico (já que citei o idioma em últimos Artigos ou Crônicas) A primeira diz respeito ao motivo pelo qual escrevo D’us e não uso de grafia normal: – “Deus”.

Bom, na verdade este é um hábito Judaico, em respeito ao preceito conservado no livro de Shemot (Êxodo), Capitulo 20, Versículo 7 que diz: – “Não Jurarás em vão em nome do Eterno, teu D’us; porque o Eterno não livrará ao que jurar em vão pelo Seu Nome” (este “Não jurarás” é também tomado como “Não pronunciarás”)

Na verdade, há diversos nomes em Hebraico para D’us, na Bíblia Hebraica, e os Rabinos explicam que cada nome corresponde a uma manifestação de D’us, a uma propriedade d’Ele. No entanto, no processo de tradução do Hebraico para o Grego, todos os nomes foram traduzidos igualmente para Theos, o que demonstra uma perda de variedade de sentidos imediata. Ainda houve a tradução posterior para o Latim, e daí para todas as demais Línguas faladas no mundo.

Apesar destes muitos nomes que constam na Bíblia Hebraica, há um Nome que D’us se fez conhecer por Moisés, e este nome é composto de quatro Letras (No Hebraico não há vogal, só há consoantes. Se você não conhece a palavra, simplesmente não sabe como lê-la) Este Nome só era pronunciado pelos mais altos sacerdotes constituídos para tal, e apenas em determinadas ocasiões, de modo que não era de uso corriqueiro. Com o passar dos tempos, a leitura deste nome se perdeu.

Desenvolveu-se um mecanismo de por-se vogais nas letras Hebraicas, de modo que o povo Judeu não perdesse sua herança pelo já não uso comum do Hebraico, mas, como o nome de D’us não podia ser pronunciado, os copistas simplesmente omitiram os sinais de leitura de vogais neste nome, de modo que ficaram mesmo só consoantes, sem vogais. Resultado: – Ninguém sabe ler. (Ou, se sabe, é um pequeníssimo grupo, de tradição oral)

Quando você vê os nomes “Javé”, ou “Jeová”, são simplesmente tentativas; aproximações de como seria lido este nome de quatro letras (chamado Tetragrama) Os eruditos fazem estimativas; Estudos filológicos, linguísticos, aproximações, especulações, chutam-se nomes, mas ninguém, mesmo, sabe o bendito Nome.

Mas agora aqui uma curiosidade: – Sendo você Católico ou não, provavelmente já entrou em uma Igreja; seja para Batizados, seja para Casamentos. (Há também Missas de Sétimo Dia, mas ocorreu-me omiti-las por conveniência) Enfim, todos já viram aquelas quatro Letras sobre o Jesus crucificado: – INRI. Pois bem, isso é um acrônimo da frase no Latim: – Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum (Jesus, o Nazareno, Rei dos Judeus)

Pilatos, o governante Romano, mandou que se escrevesse esta frase em Latim, Grego e Hebraico, para humilhar os Judeus (que tinham mesmo a crença em um Messias redentor) e humilhar também o crucificado, evidentemente. O curioso é que mesmo “sem querer” (pois desconhecia o Hebraico), Pilatos causou uma coincidência interessante. Em Grego e em Latim, esta frase escrita não tem nada demais. Mas em Hebraico, esta frase forma o acrônimo YHVH (As quatro Letras – O Tetragrama do nome de D’us – sobre os quais falei acima)

Yeshua HaNotsiri VeMelech HaYehudim
YHVH

Nestas horas, sou obrigado a citar Nelson (o Rodrigues): – “Deus está nas coincidências”.

“Em Nome de Jesus!”

 

“Em nome de Jesus!” Sempre que ouço esta frase, crispo-me. Tenho muitos amigos cristãos protestantes e devo dizer: – Não são o que majoritariamente noticia-se deles. Alias, eu mesmo tive uma experiência pessoal profícua a este respeito. Os que me conhecem – e os que me leem já há algum tempo – sabem: – Sou comerciante, nas horas vagas. E há o baleiro, o sujeito que vende balas, um dos que suprem minha bomboniere. Num dia destes estava eu lá lendo algo, e o sujeito, já tendo feito o pedido da semana, inquiriu-me:

– Interessa-te por estes assuntos?
– Que assuntos?
– Bíblia.
(não lembro-me o que estava lendo, mas se não tinha a ver com Bíblia ou Religiões, foi assim que o sujeito – um senhor – presumiu) – Sim, interesso-me (respondi, breve)
– Pois eu também. Há um grupo de estudos, lá na minha Igreja.

Bom, o papo vai, o papo vem (apesar de clientes sempre atrapalhando, entrando para comprar coisas) até que sou acoçado por patética vaidade:

– Veja, interesso-me tanto, que estudo até Hebraico! Veja só: – Em Hebraico o estudo é completamente diferente! Muito mais rico!
(O sujeito me olhou, provavelmente percebendo a patética vaidade que se insinuara) – Mesmo? Então me diga: – Qual é a primeira letra do Alfabeto Hebraico?
Aleph
– E a última?
Tav
– Está certo.
– Como assim, está certo? (eu não estava entendendo nada)
– As respostas; estão corretas. (o senhor tratou, então, de reduzir derradeiramente minha patética vaidade a pó) – Na esquina da minha casa, na Igrejinha que tem lá, nós estudamos Hebraico.
– … (O pior: – Nesta hora não entrou nenhum cliente para comprar um cigarro ou um refrigerante; e salvar-me)

Enfim; Conto isto apenas para demonstrar que há sim, trabalho sério e profícuo, feito por Igrejas Evangélicas neste país. Trabalho este que alcança até mesmo comunidades humildes, que doutra forma jamais teriam acesso a tais conteúdos. (Alias, no curso de Hebraico que frequentei tinha mesmo muitos pastores. De fato, protestantes buscam conhecimento)

Mas dei voltas e volto aqui à frase inicial: – “Em nome de Jesus!” Repito: – Quando ouço esta frase, crispo-me. Venho aqui, humildemente, tentar explicar o motivo pelo qual considero esta frase uma aberração.

Há um conceito antigo de que o nome exprime a “Natureza” da pessoa. Dou exemplo simples, de conhecimento geral: – Abraão, o “Pai” do Monoteísmo no Mundo. Anteriormente à Revelação do D’us único, Abraão era chamado apenas “Abrão” (ou, em Hebraico, “Avram“, que significa algo como “grande Pai” ou “Pai de seu povo”; Povo de Aram) Após a Revelação e a aliança com D’us, seu nome tornou-se Abraão (ou “Avraham“, em Hebraico, que significa “Pai de muitos”, ou “Pai de muitas nações”) Ou seja, o nome muda, à medida que a Natureza do sujeito muda.

E todos os nomes Bíblicos tem em si a natureza do sujeito, em Hebraico. Outro exemplo: -Ezequiel (Ychzkiel – “O Poder de D’us“). De fato, no livro deste profeta são anunciados os grandes juízos de D’us, no que diz respeito a seu povo, então em falta. (Alias, permanentemente em falta, convenhamos. Todos os povos estão em permanente falta)

E o que isso tem a ver com “Em nome de Jesus”? Bom, quando Jesus diz “Aquele que pedir algo em meu nome será justificado”, está dizendo nada mais que “Aquele que pedir algo, estando em minha Natureza – isto é, manifestando minhas virtudes – será justificado.”

Cito aqui versículos que corroboram com esta colocação:

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos nele morada”. (Evangelho de João 14:23)

“Quem tem os meus ensinamento e os pratica; esse é o que me ama. O que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele”. (Evangelho de João 14:21)

“Quem beber de minha boca se tornará como eu. Eu mesmo me tornarei a ele. E as coisas ocultam lhe serão reveladas” (Dito 108 – Evangelho de Tomé)

Então, meus amigos, se você não estiver praticando corretamente os preceitos, se não estiver “Na Natureza” de Jesus, manifestando suas virtudes, tendo corrigido suas más inclinações, lamento muito: – A “frase mágica” não fará absolutamente nada.

Esta noção é completamente equivocada. Um engodo, diria eu. Até porque, pense comigo: – Se você não é capaz de “determinar” (esta é a terminologia que muitos evangélicos usam) suas próprias vontades e seu próprio caminho, como será capaz de determinar algo de escopo maior? Se não consegue aplacar uma vontade negativa, um impulso, uma emoção, e “determinar-se” sobre estes, como irá determinar sobre algo exterior a você?

“Aquele que busca, continue buscando até encontrar. Quando encontrar, ele se perturbará; Ao se perturbar, ficará maravilhado, e reinará sobre o todo. O Reino está dentro de vós, e também está em vosso exterior; Quando conseguirdes conhecer a vós mesmos, então sereis conhecidos, e compreendereis que sois filhos do Pai Vivo. Mas se não vos conhecerdes, vivereis na pobreza, e sereis esta pobreza” (Trecho; Evangelho de Tomé)

Em outras palavras: – Cristo reinava sobre o todo pois foi antes capaz de reinar sobre si mesmo. Não caia em falácias convenientes. Reconheço que é mais agradável acreditar em frases mágicas do que esforçar-se em uma autocorreção dificultosa e total. Mas, definitivamente, isto não existe.

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.” (Evangelho de João 14:6)

Ou seja: – Seguir os seus preceitos é o caminho para o reconhecimento da verdade e o caminho para realização da verdadeira vida. O resto é macumba.

Teatro Tragicômico

Vejo vídeo de uma dezena de jovens, armados, entrincheirados no alto de uma favela do Rio de Janeiro, cantando canções de guerra, insultando Policiais, dando-lhes tiros e provocando-os para o combate.

Bom, direi aqui a vocês o que se sucede;

O Policial, após ter evitado uns 30 ou 40 tiros, chega a estes rapazes. Munido de paciência oriental, os prende, em vez de cortar-lhes a cabeça (Porque a Lei manda prender.)

Está certo.

Então vai lá, registrar a ocorrência.

A ocorrência é registrada, os rapazes são entregues às Instituições competentes.

Entra em cena o Juiz Marxista e seus agregados; Os Militantes dos Direitos Humanos

Ao video, os deliquentes, desafiantes da Policia, bradam;

“Bota a cara para morrer, Policial *** !!! (ecoam palavrões)”

Mas obviamente nós não temos a profundidade intelectual de compreender que trata-se de uma Figura de Linguagem.

O que eles estão tentando dizer é;

“Arranje-me um emprego, por favor, senhor Policial ! Arranje-me um emprego !”

E mais;

“Dou tiro de pistola porque o fuzil contrabandeado ainda não chegou !”

(Digo, desculpe. Esta última fui eu, com a minha falta de profundidade intelectual.)

O correto é;

“Faltam-me oportunidades, Policial ! Quero trabalhar ! Suba aqui ! Quero trabalhar !”

Entendem o que eu digo ?

Nós não temos capacidade de compreender corretamente essas coisas. Só o Juiz Marxista e seus agregados militantes, tem.

Veja bem, eles estudaram e tem diploma.

Você tem diploma em Sociologia ou Direito no Brasil?

Se não, jamais entenderá o que estes nobres rapazes, apenas a procura de um lugar ao sol, estão falando.

Nota: Evidentemente, o resultado de tal empreendimento refinadíssimo intelectual é a soltura do marginal. E ele voltará para as ruas, e voltará atrás daquele que o prendeu, quantas vezes for necessário, até mata-lo. É claro, poderá matar eu ou você, pelo caminho.

É por isso que, quando vi os Policiais forjando a cena do crime, ao matarem o “jovem suspeito”, não me apressei em tirar conclusões, não me apressei em execra-los. Sei muito bem que não iriam tão longe com um sujeito inofensivo, inocente. Algo o “suspeito” fez, e muito provavelmente, é reincidente. Muito provavelmente, tivera muitos encontros com o Juiz Marxista, tendo assim muitas liberações.

Ora, uma hora o Policial cansa de ser achincalhado e levar balas. Uma hora cansa de Marxismo Cultural. Então, o que ele faz ? Encena peça de teatro tragicômica, onde o morto dá tiro pro alto, com a arma em mãos. Isso para combinar com um sistema judiciário tragicômico, cujas Leis condenam o justo e protegem o agressor.

Vou confessar algo a vocês;

Gosto destas peças de Teatro.