“Não penseis que vim revogar a Lei”

“Miceli, já li a Bíblia algumas vezes e não me lembro de alguma passagem que Jesus diga ser contra o amor entre pessoas do mesmo sexo.”

Abrimos o livro Levítico, Capitulo 18, e nos deparamos com a seguinte passagem: – “Eu sou o Eterno vosso D’us, guardareis os meus estatutos e as minhas normas. Quem os cumprir encontrará neles a vida”

Dentre dezenas de proibições sexuais que se seguem, encontramos no versículo 22: – “Não te deitarás com um homem como se deita com uma mulher. É uma abominação.”

Conclusão: – Não sei que espécie de Bíblia os cidadãos têm lido, mas deve ser uma edição revisada e convenientemente editada. Irão replicar: – “Mas isso não está no Evangelho! Está na Lei de Moisés!” Vejamos então o que Jesus diz sobre a Lei de Moisés: Evangelho de Mateus, Capítulo 5, versículos 17 ao 19: – “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; Não vim revogar, mas cumprir. Em verdade vos digo; Enquanto houver Céus e Terra, de modo algum será omitida da Lei a menor letra ou o menor traço até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um só destes Mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado “menor” no Reino dos céus; Mas aquele que os praticar e os ensinar, será chamado “grande”, no Reino dos céus.”

Jesus Judeu

Tenho muitos amigos católicos e evangélicos (e até alguns ortodoxos). Todos cristãos, que comungam dos testemunhos acerca de Jesus Cristo. Mas um assunto é sempre motivo de discussão, quando não de confusão e até divisão; O culto religioso a Maria, bem como a todos os santos.

Vejo em inúmeras postagens católicos fazendo apologia a adoração de Maria, como “Mãe de Deus” e Evangélicos encolerizados, dizendo que trata-se de uma blasfêmia, de idolatria, assim como seria blasfêmia e idolatria o culto aos Santos. Um grandioso imbróglio teológico que parece não ter fim e que, infelizmente, promove a divisão dos seguidores de Jesus Cristo, fato esse alarmante se considerarmos as próprias palavras de Jesus, que nos diz: – “Aquele que não está comigo está contra mim. E aquele que comigo não ajunta, espalha”

Pois bem, esta bagunça medonha não estaria “espalhando” o que Jesus veio juntar ?
Deixem-me contar-lhes uma novidade, então (“Novidade” já conhecida mas aparentemente esquecida) Jesus era judeu, nascido no que hoje corresponde a Palestina. Foi circuncidado. Foi instruído nas escrituras sagradas judaicas desde a infância (O que conhecemos como “Antigo Testamento” nada mais é que as Escrituras Sagradas Judaicas, com maior importância para os cinco primeiros livros, o Pentateuco, que no original Hebraico chama-se Torá).

Desde sua infância até sua morte, participou de todas as festividades judaicas, previstas na Torá (como Pesach, por exemplo, a Páscoa judaica que comemora a saída do povo judeu do Egito). O Deus a quem Jesus se referia era o Deus de Abraão, Isaac e Jacó, o Deus de Israel, e não nenhum outro Deus de sua invenção. E quando Jesus falava que nenhuma palavra da “Lei” passaria, estava falando da Torá, o Livro da Lei.

Mateus 5:17 nos diz: – “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim revogar, mas cumprir”.

Então, para entender o que Jesus ensinava é preciso saber do que ele estava falando, que Lei era essa que ele estava ensinando e para quem ensinava. Alias, ele mesmo diz que não veio senão para as “ovelhas perdidas da casa de Israel”.

Os “adoradores” de Maria usam um versiculo do Evangelho de João em que Jesus, já na cruz, diz a seu discipulo que “esta é sua mãe”, referindo-se a Maria. Pois bem, ignorando todos os outros ditos de Jesus nos 4 Evangelhos e todas as Escrituras Sagradas citadas acima, as quais Jesus ensinava, extraindo apenas essa parte e construindo toda uma teologia em cima, isso é justificavel. Mas, conhecendo os ensinamentos de Jesus, isso é completamente insustentavel. E porque digo isso ? É simples. Pela própria boca de Jesus, temos o esclarecimento;

Quando ensinando em uma sinagoga, Jesus fora avisado que sua mãe e seus irmãos o aguardavam do lado de fora, no que Jesus perguntou: – “Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? Esses que estão aqui, que fazem a vontade de meu Pai, esses são a minha mãe, e esses são meus irmãos”. (Mateus 12:46-50)

Este é apenas um dos ditos em que Jesus demonstra que os laços da carne, os laços de sangue, não são importantes. E sim os laços do Espirito, tidos por aqueles que comungam da obediência das Leis de Deus, fazendo assim a vontade de Deus. Todo o problema advém das pessoas discutirem teorias, teologias e testemunhos de “segunda mão”, se é que posso usar este termo.

Discute-se a teologia dos doutores da Igreja, e dos reformadores da Igreja, ok. Mas o que está contido nos Evangelhos, de fato ? Quais são os ensinamentos atribuídos a Jesus, ali escritos? O que dizem? O que ensinam? E quanto a “Lei”? Lei que ele ensinava e dizia esta ser eterna de modo que céus e terras passarão mas ela permanecerá? Lei que ele diz ter vindo plenificar, cumprir e não anular?

Jesus por muitas vezes cita a Torá (que, como disse acima, corresponde aos cinco primeiro livros do Antigo Testamento)

“Amar ao próximo como a ti mesmo.” está no livro de Levítico.

“Nem só de pão vive o homem mas de toda palavra que vem de Deus.” está no livro Deuteronômio.

“Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” está no livro Deuteronômio.

Se as Escrituras fossem desimportantes, ou “ultrapassadas”, Jesus basearia seus ensinamentos nelas ? E esta mesma Escritura tem a resposta para toda dúvida e polêmica exposta no inicio do texto. Ela diz: – “Somente a Deus prestarás culto religioso”. Alias, o próprio Jesus citou este trecho das escrituras, ao ser tentado no deserto, negando todo e qualquer tipo de idolatria das nações para si: – “Pois está escrito; Somente a Deus prestaras culto religioso”

Afirmou inúmeras vezes que não veio em seu próprio nome, que tudo o que diz e faz é pela vontade do “Pai”. E ao ser chamado de “bom mestre”, respondeu: – “Por que me chamais bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus”

Portanto, o que fazem vocês a adorar fulano, ou ciclano, ou Maria, ou José ou até mesmo Jesus? Não estão indo vocês na contra-mão do que Jesus ensinou? Não estariam vocês discutindo teorias e filosofias de homens e esquecendo as revelações dadas por aquele que veio ensinar as Leis Eternas do Espirito?

Para terminar utilizando as palavras daquele que vocês dizem ser o Senhor e Mestre de vocês: – “Por que chamam-me “Senhor! Senhor!” e não fazem o que eu digo?”

Museu de grandes novidades

“Desordem para chegar a Regime Sindicalista!”
“Comunização do Brasil!”
“Dinheiro Chinês para aniquilar o Brasil!”

Estas manchetes soam atuais, reverberam aos ouvidos como atuais. E de fato são atuais: – Manchetes atuais de um jornal de 1964.

Acredito que estes fatos históricos não tenham sido ensinados para nós em sala de aula. Um povo sem memória, seja por falsificação da história ou por ignorância pura e simples, repete ciclicamente seus próprios erros. E assim também o é na vida pessoal, de cada um. O mesmo Princípio incide sobre esferas ilimitadas da Realidade; do micro para o macro, ciclos após ciclos, o Principio é o mesmo.

Alias, como sempre me ocorre, isso fez-me lembrar de um ensinamento interessante de um certo nazareno. Foi-lhe perguntado como seria o fim de todas as coisas:

“‘Dize-nos: – Como será o nosso fim?’ Jesus respondeu: –  ‘Haveis, então, discernido o Princípio, para que estejais procurando o Fim? Pois onde estiver o Princípio, ali estará o Fim. Feliz daquele que tomar seu lugar no Princípio; ele conhecerá o Fim, e não provará a morte.'”

Estatização da liberdade

“Deputados do Rio de Janeiro aprovam projeto que prevê multa a quem for flagrado com Arma Branca; Classifica-se como Arma Branca todo e qualquer objeto cortante que tenha lâmina superior a dez centímetros de comprimento.”

– Jornal O Globo, 10/06/2015

Vejam bem: – O criminoso é, por definição, um transgressor da Lei. Ele não respeita a Lei que criminaliza o homicídio. Não respeita a Lei que criminaliza o roubo. Não respeita a Lei que criminaliza o porte de Armas de Fogo, e não respeitará a Lei que criminaliza o porte de Armas Brancas. A Lei só se fará pesar sobre o cidadão de bem que a respeita (e que, por sua vez, não precisa dela).

Em breve teremos que ter a autorização do Estado para por o pé sobre a calçada, para fora do portão. Enquanto isso, os transgressores passearão livres, tendo todas as liberdades que nós perdemos. Os maiores males do mundo, cuidadosamente arquitetados, vêm travestidos de boas intenções. É como diz o Adágio: – “A droga amarga engole-se com açúcar”.

O testemunho de um assalto ao Brasil

Segunda-feira fui assaltado e feito refém em uma loja de conveniência. No mesmo dia fiquei sabendo que um amigo fora vítima de assalto em um arrastão no transporte público. Hoje, na esquina do lugar onde trabalho, uma funcionária foi baleada num assalto a uma loja, e morreu.

O engraçado (se é que se pode usar essa palavra, nesse contexto pífio) é que quando comento da minha famigerada ideia de ir morar em Israel, sempre ouço o seguinte comentário: – “Você está maluco! Lá eles vivem em Guerra!” Dado tudo o que foi dito (ocorrido no intervalo de 4 dias,apenas ,e apenas com pessoas do meu circulo de convívio próximo), pergunto: – Qual seria a denominação para o atual estado de coisas pelas quais estamos passando, neste buraco chamado Brasil?

“Guerra” realmente não pode ser, já que em uma guerra a ameaça é declarada e ambos tem direito a defesa. É um estado de coisas muito pior em que um lado está para matar e o outro está para morrer. Alias, quando este “outro”, como que por milagre, sobrevive e revida à agressão, ainda é preso e repreendido (policiais inclusos).

Enfim, só me resta lamentar em ter nascido nesta terra podre onde tudo o que não presta prospera. “Ah, mas é uma terra com muitas riquezas naturais, uma terra fértil!” Sim, com 50 mil cidadãos brasileiros morrendo ao ano, o que não falta é adubo.