Salvemos o indivíduo brasileiro

Há muito parei de comentar Política, de militar por essa ou por aquela causa. Não que ainda não comente um acontecimento ou outro, que não tome posição, quando perguntado. Mas eis que aprendi uma máxima infalível: – “Onde estiver o corpo, aí também se reunirão os abutres”  (Jesus Christ quote) e o Brasil me parece isto mesmo: – Um grande corpo, um grande cadáver. Os corruptos de instância maior são apenas os abutres; os abutres reunidos, os abutres que consomem o cadáver.

E por que considero o Brasil um grande cadáver? Para começar, acho que o Brasil começou a morrer na sala de estar do brasileiro (ali mesmo, onde há televisão e há mesa de jantar) Quando uma família não se reúne para uma refeição, os abutres sentem o cheiro; o cheiro de uma casa dividida contra si mesma. O Cisma começa na sala de estar, sob o olhar atento da televisão, e daí se alastra por toda rua, por todo o bairro, por toda a cidade, por todo Estado, até os confins do País.

Sim, vejo pessoas isoladas. Pessoas sob o mesmo teto, que não se conhecem. Vizinhos que moram ao lado, mas que se morassem em outro planeta, continuariam da mesma forma; inescrutáveis (quando jovem eu costumava gritar “Nense!”, a cada gol do Fluminense, e um sujeito respondia “Mengo!”, a cada gol do Flamengo; – esta foi uma das fases mais notórias no que diz respeito a comunicação minha com vizinhos)

“Isso nada tem a ver com Política!”, objetarão, talvez com razão. Mas o ponto essencial é: – As pessoas estão desarticuladas. E mais: – Estão sem Princípios. Não há Princípios comuns que unam uma Família, que mantenham uma Família. Quanto mais princípios comuns que unam um Povo, que mantenham um Povo. Cada um pensa por si, fala por si, age por si. “É bom ser livre e independente”, dizem os mais jovens (e até os mais velhos) “Cada um pensa como quer, age como quer” – comemoram. Ouço isto tudo e penso: – “Pulhas”

Tentem vocês moverem um piano com cada um empurrando em uma direção. Adianto: – Impossível. “Uma casa dividida não prevalece”, diz outra máxima, igualmente infalível. (Jesus Christ quote again) E apelo ainda a uma terceira máxima, também do nazareno: – “Quem é fiel nas coisas mínimas, é fiel também no muito. E quem é iníquo no mínimo, é iníquo também no muito.”

Parece-me que o brasileiro não tem honrado as “coisas mínimas”. Não honra o próprio Pai, não honra a própria Mãe e nem ao próprio Filho. Não honra o próprio Trabalho, nem a própria Família. Claro, não são todos. Não generalizo (generalizar é erro grotesco, sempre) Mas convenhamos: – A imensa maioria de nossas famílias está destruída. Mais: – O indivíduo brasileiro está mediocrizado, e sozinho.

Neste quadro, parece-me devaneio falar em Política. Não se faz Política sem o indivíduo. Alias, não se faz nada sem o indivíduo. Salvemos o indivíduo brasileiro.

Olho de peixe morto, cheiro de peixe morto

Algum tempo atrás fui apresentado ao humor do programa “Porta dos Fundos”. Passado o primeiro minuto de vídeo, concluo: – Militância. Não é humor, é militância. Pouco tempo depois deparo-me com um texto do senhor Gregório Duvivier que mais parecia ter saído de uma faculdade publica do país, no sentido de que era praticamente um manifesto comunista para leigos. “Batata!” – exclamei, satisfeito. Meus dedos coçaram. Saí a escrever, debulhando o texto do sujeito, desmascarando-o, pensava eu.

Ora, à época ele não havia se assumido como porta voz da juventude vermelha do país, de modo que meu protesto soou como paranoia persecutória: – “Você não tem senso de humor, Miceli, não tem senso de humor!”, diziam-me, meneando a cabeça em tom de reprovação. E havia também os que me repreendiam, aviltados: – “É o novo prodígio do humor brasileiro! A juventude o adora!” (90% do que a juventude adora, não presta. Mas eu não iria entrar nesses méritos)

Calei-me. Vieram as eleições. Ele, tomando partido de candidata Dilma Rousseff. Se ainda havia alguma duvida do viés ideológico das atividades do rapaz, as duvidas haviam acabado. Mas eu estava calado. Ultimamente vejo pulular posts sobre o sujeito. Declarações do sujeito. Videos. Escárnios. Provocações. Mas, estranhamente, não me surge nenhum impeto de comentar a respeito. Não me ocorre comentar uma palavra.

No entanto, no momento surgiu-me a necessidade curiosa de fazer um comentário estético. Sim, estético. Gregório Duvivier tem olhos de “peixe morto”. Todos já devem ter ouvido a expressão: – “Aquele sujeito tem olho de peixe morto”. No caso dele, particularmente, os olhos ainda transmitem-me um cinismo obsceno. É um olhar de peixe morto, de cinismo obsceno. Ah, há também o cheiro; cheiro de peixe morto. Desde o primeiro contato que tive com o menino vermelho, fedeu.

O Decálogo de Vladimir Lennin

Observem o “Decálogo” desenvolvido por Vladimir Lennin em 1913, afim de conduzir o processo “revolucionário” e instituir o Comunismo como base governamental e me digam qual destes “10 mandamentos” já está em voga no Brasil atual:

1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;

2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação em massa;

3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;

4. Destrua a confiança do povo em seus líderes;

5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo

6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no Exterior e provoque o pânico e o desassossego na população;

7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;

8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes, nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa;

10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa.

Para concluir, há ainda a regra de ouro composta pelo mesmo autor: – “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é.”

O mito da “supra-raça virginal”

“Motoristas reclamam de pedágio cobrado por Índios entre Rondonia e Mato Grosso. Cinco ocorrências de extorsão foram registradas.”

Ora, os Indios não são uma supra-raça virginal, inocente e ingênua, que andam nús como na época da criação do mundo, e vivem em perfeita harmonia entre si e com a “Mãe Natureza” ?

Não.

Inclusive muitos deles eram antropófagos (canibais) e/ou sacrificavam crianças em rituais, isso antes do “maldito” Cristianismo “opressor” chegar e por alguma ordem na bagunça.

Museu de grandes novidades

“Desordem para chegar a Regime Sindicalista!”
“Comunização do Brasil!”
“Dinheiro Chinês para aniquilar o Brasil!”

Estas manchetes soam atuais, reverberam aos ouvidos como atuais. E de fato são atuais: – Manchetes atuais de um jornal de 1964.

Acredito que estes fatos históricos não tenham sido ensinados para nós em sala de aula. Um povo sem memória, seja por falsificação da história ou por ignorância pura e simples, repete ciclicamente seus próprios erros. E assim também o é na vida pessoal, de cada um. O mesmo Princípio incide sobre esferas ilimitadas da Realidade; do micro para o macro, ciclos após ciclos, o Principio é o mesmo.

Alias, como sempre me ocorre, isso fez-me lembrar de um ensinamento interessante de um certo nazareno. Foi-lhe perguntado como seria o fim de todas as coisas:

“‘Dize-nos: – Como será o nosso fim?’ Jesus respondeu: –  ‘Haveis, então, discernido o Princípio, para que estejais procurando o Fim? Pois onde estiver o Princípio, ali estará o Fim. Feliz daquele que tomar seu lugar no Princípio; ele conhecerá o Fim, e não provará a morte.'”

Estatização da liberdade

“Deputados do Rio de Janeiro aprovam projeto que prevê multa a quem for flagrado com Arma Branca; Classifica-se como Arma Branca todo e qualquer objeto cortante que tenha lâmina superior a dez centímetros de comprimento.”

– Jornal O Globo, 10/06/2015

Vejam bem: – O criminoso é, por definição, um transgressor da Lei. Ele não respeita a Lei que criminaliza o homicídio. Não respeita a Lei que criminaliza o roubo. Não respeita a Lei que criminaliza o porte de Armas de Fogo, e não respeitará a Lei que criminaliza o porte de Armas Brancas. A Lei só se fará pesar sobre o cidadão de bem que a respeita (e que, por sua vez, não precisa dela).

Em breve teremos que ter a autorização do Estado para por o pé sobre a calçada, para fora do portão. Enquanto isso, os transgressores passearão livres, tendo todas as liberdades que nós perdemos. Os maiores males do mundo, cuidadosamente arquitetados, vêm travestidos de boas intenções. É como diz o Adágio: – “A droga amarga engole-se com açúcar”.

O testemunho de um assalto ao Brasil

Segunda-feira fui assaltado e feito refém em uma loja de conveniência. No mesmo dia fiquei sabendo que um amigo fora vítima de assalto em um arrastão no transporte público. Hoje, na esquina do lugar onde trabalho, uma funcionária foi baleada num assalto a uma loja, e morreu.

O engraçado (se é que se pode usar essa palavra, nesse contexto pífio) é que quando comento da minha famigerada ideia de ir morar em Israel, sempre ouço o seguinte comentário: – “Você está maluco! Lá eles vivem em Guerra!” Dado tudo o que foi dito (ocorrido no intervalo de 4 dias,apenas ,e apenas com pessoas do meu circulo de convívio próximo), pergunto: – Qual seria a denominação para o atual estado de coisas pelas quais estamos passando, neste buraco chamado Brasil?

“Guerra” realmente não pode ser, já que em uma guerra a ameaça é declarada e ambos tem direito a defesa. É um estado de coisas muito pior em que um lado está para matar e o outro está para morrer. Alias, quando este “outro”, como que por milagre, sobrevive e revida à agressão, ainda é preso e repreendido (policiais inclusos).

Enfim, só me resta lamentar em ter nascido nesta terra podre onde tudo o que não presta prospera. “Ah, mas é uma terra com muitas riquezas naturais, uma terra fértil!” Sim, com 50 mil cidadãos brasileiros morrendo ao ano, o que não falta é adubo.