Museu de grandes novidades

“Desordem para chegar a Regime Sindicalista!”
“Comunização do Brasil!”
“Dinheiro Chinês para aniquilar o Brasil!”

Estas manchetes soam atuais, reverberam aos ouvidos como atuais. E de fato são atuais: – Manchetes atuais de um jornal de 1964.

Acredito que estes fatos históricos não tenham sido ensinados para nós em sala de aula. Um povo sem memória, seja por falsificação da história ou por ignorância pura e simples, repete ciclicamente seus próprios erros. E assim também o é na vida pessoal, de cada um. O mesmo Princípio incide sobre esferas ilimitadas da Realidade; do micro para o macro, ciclos após ciclos, o Principio é o mesmo.

Alias, como sempre me ocorre, isso fez-me lembrar de um ensinamento interessante de um certo nazareno. Foi-lhe perguntado como seria o fim de todas as coisas:

“‘Dize-nos: – Como será o nosso fim?’ Jesus respondeu: –  ‘Haveis, então, discernido o Princípio, para que estejais procurando o Fim? Pois onde estiver o Princípio, ali estará o Fim. Feliz daquele que tomar seu lugar no Princípio; ele conhecerá o Fim, e não provará a morte.'”

Estatização da liberdade

“Deputados do Rio de Janeiro aprovam projeto que prevê multa a quem for flagrado com Arma Branca; Classifica-se como Arma Branca todo e qualquer objeto cortante que tenha lâmina superior a dez centímetros de comprimento.”

– Jornal O Globo, 10/06/2015

Vejam bem: – O criminoso é, por definição, um transgressor da Lei. Ele não respeita a Lei que criminaliza o homicídio. Não respeita a Lei que criminaliza o roubo. Não respeita a Lei que criminaliza o porte de Armas de Fogo, e não respeitará a Lei que criminaliza o porte de Armas Brancas. A Lei só se fará pesar sobre o cidadão de bem que a respeita (e que, por sua vez, não precisa dela).

Em breve teremos que ter a autorização do Estado para por o pé sobre a calçada, para fora do portão. Enquanto isso, os transgressores passearão livres, tendo todas as liberdades que nós perdemos. Os maiores males do mundo, cuidadosamente arquitetados, vêm travestidos de boas intenções. É como diz o Adágio: – “A droga amarga engole-se com açúcar”.

O testemunho de um assalto ao Brasil

Segunda-feira fui assaltado e feito refém em uma loja de conveniência. No mesmo dia fiquei sabendo que um amigo fora vítima de assalto em um arrastão no transporte público. Hoje, na esquina do lugar onde trabalho, uma funcionária foi baleada num assalto a uma loja, e morreu.

O engraçado (se é que se pode usar essa palavra, nesse contexto pífio) é que quando comento da minha famigerada ideia de ir morar em Israel, sempre ouço o seguinte comentário: – “Você está maluco! Lá eles vivem em Guerra!” Dado tudo o que foi dito (ocorrido no intervalo de 4 dias,apenas ,e apenas com pessoas do meu circulo de convívio próximo), pergunto: – Qual seria a denominação para o atual estado de coisas pelas quais estamos passando, neste buraco chamado Brasil?

“Guerra” realmente não pode ser, já que em uma guerra a ameaça é declarada e ambos tem direito a defesa. É um estado de coisas muito pior em que um lado está para matar e o outro está para morrer. Alias, quando este “outro”, como que por milagre, sobrevive e revida à agressão, ainda é preso e repreendido (policiais inclusos).

Enfim, só me resta lamentar em ter nascido nesta terra podre onde tudo o que não presta prospera. “Ah, mas é uma terra com muitas riquezas naturais, uma terra fértil!” Sim, com 50 mil cidadãos brasileiros morrendo ao ano, o que não falta é adubo.