Censura indecente

Que maravilha: – O Facebook resolveu impedir-me de fazer qualquer espécie de publicidade em minha página “O Lenho Verde”. Ingênuo, pensei que pudesse ser algo relativo à pintura, à ilustração que uso na página (mesmo em obras artísticas, a plataforma vê indecência em qualquer colo, qualquer dorso mais exposto, o que é comum em ilustrações antigas). Troquei então a imagem numa tentativa inútil e patética, no que estou começando a acreditar que a única indecência do domínio é mesmo o conteúdo: – Desnudar engôdos e expor sem-vergonhices.

Não há nada na cisterna

De todas as espécies de textos que escrevo, sem duvidas o mais gratificante é aquele que tem como resposta: – “Miceli, eu nunca tinha ouvido falar de D’us desta forma!”, ou “Nunca imaginei que Jesus tivesse dito isto!”. Ser elogiado por escrever bem, por sagacidade, por inteligência ou simpatia é bom; mas ouvir que alguém aproximou-se mais de D’us por sua causa é muito melhor.

No entanto, desvelar certos mitos funestos revela também o quanto se faz uso inadequado de certas riquezas, transformando-as em grandes pobrezas. É realmente uma catástrofe o que se faz com o legado de Jesus Cristo; catástrofe feita por pessoas ditas “próximas” a ele. Tendo a real dimensão de tudo isto, entendo perfeitamente agora o que o nazareno pretendeu transmitir quando disse: – “Há muitos ao redor do poço, mas não há nada na cisterna”

Limando o essencial

Cultura, Política e Religião não se discutem. O que sobra então? Big Brother? Wesley Safadão? Capitão América, guerra Civil?

Essa arte de limar o essencial e ficar com o supérfluo me parece como uma espécie de sabedoria ao contrário: – Ou seja, burrice. Aliás, burrice é um termo muito forte e talvez seja inapropriado… Fico então com um termo mais ameno: – Alienação. Alienação pura e simples. Fica assim, na falta de um termo melhor…