Parabéns aos envolvidos

Aconteça o que acontecer amanhã – e eu acredito na vitória de Jair Bolsonaro já no primeiro turno – estas eleições de 2018 nos ensinaram algumas coisas.

I – Jornais, revistas, rádios e Televisão não apitam mais; a ascensão das Redes Sociais.

Assim como ocorreu nos Estados Unidos da América, o candidato que não tinha nenhum apoio da mídia – muito pelo contrário – era perseguido e difamado em tempo integral, terminou vencendo as eleições (Bolsonaro ainda não venceu, mas lidera) Mesmo com pouca exposição em horário eleitoral, e com muita exposição negativa na mídia em geral, através do apoio maciço de eleitores nas redes sociais, Bolsonaro se fez ouvir e teve uma campanha de sucesso.

II – O mito da isenção da imprensa

Nesta eleições vimos canais de TV; diferentes jornais e revistas, TODOS se juntando e atacando simultaneamente o mesmo candidato. Foi uma enxurrada de acusações, algumas por distorção, outras por completa invenção, algumas até esdrúxulas de tão mesquinhas; todas direcionadas a um candidato só. Outros presidenciáveis carregavam uma lamentável ficha pregressa muito pouco explorada, e tinham suas derrapadas jogadas para debaixo do tapete, enquanto Jair Bolsonaro era condenado pelas coisas mais ínfimas e até pelo que não fez.

III – O mito do pluralismo democrático

Apesar do Brasil ostentar algumas dezenas de partidos políticos, e apesar de alguns disfarçarem uma ferrenha rivalidade (como PT e PSDB) o FATO é que só há Socialismo no Brasil. Seja sua versão soft – “a social democracia”, encarnada no PSDB e MDB; seja o Socialismo propriamente dito, encarnado no PT e no PSOL, ou o Comunismo declarado, encarnados em partidos como PCdoB. Bastou UM – um mísero candidato liberal/conservador surgir em meio a esse mar vermelho, SEM coligação partidária relevante, SEM tempo de TV, SEM grandes fundos de campanha, e SEM apoio nenhum da mídia, mas com alguma chance de vencer, e TODOS se uniram contra ele. Fernando Henrique Cardoso defendeu um conluio entre PSDB e PT contra Bolsonaro. José Dirceu disse que Haddad e Ciro servem igualmente ao PT. Enfim, vários falsos inimigos se juntaram e deixaram suas máscaras caírem. Muitos rostos, mesma agenda.

IV – “Ódio do bem”

Nesta eleição também ficou evidente uma contradição: os que mais pedem por tolerância, são os que menos toleram discordância. Todo aquele que discorda da agenda esquerdista/progressista, no mais mínimo que seja, é automaticamente tachado de “racista”, “fascista”, “machista” e “homofóbico”. Ele passa a carregar uma pecha de “mau caráter” que justifica qualquer agressão que venha a sofrer. Nós vimos agressões gratuitas a simpatizantes de movimentos Liberais como Movimento Brasil Livre (MBL), a simpatizantes de Jair Bolsonaro, isso para não falar no atentado sofrido pelo próprio presidenciável do PSL; ato que condensou todas as hostilidades alimentadas pela galera do “paz e amor”. Nós vimos pessoas que problematizam uma simples piada comemorando uma facada, o que mostra uma distorção total no senso das proporções e uma sensibilidade seletiva: só os que concordam com eles são os que sofrem e merecem empatia.

Estas quatro lições, somadas a uma grande participação na discussão política do país, com mais pessoas atentando para questões ideológicas e não meramente administrativas, mostra um salto qualitativo imenso na democracia brasileira. Os iluminados, do alto da sua arrogância e prepotência, dizem que as Redes Sociais deram voz a “milhões de idiotas”. Na verdade, as Redes Sociais deram voz para milhões de pessoas cujo bom senso não foi corrompido por subsídios do Governo ou completamente destruído por uma Academia burra e enviesada ideologicamente de faculdades e universidades. Nós poderemos dizer, pela primeira vez na História, que elegemos um presidente pelos próprios méritos, que fizemos nossa vontade ser ouvida ao largo de todo estamento burocrático, a despeito de todas as manipulações e lobbies, o que me faz querer dizer, sem nenhuma ironia: Parabéns a todos os envolvidos.

Fora da curva vermelha

O que botaram na comida e Dias Toffoli? Aliado fiel do PT por ter sido apadrinhado por Luis Inácio Lula da Silva, Toffoli tem tido atitudes e declarações fora da curva vermelha. Foi ele que vetou a entrevista de Lula à Folha de São Paulo, às vésperas da eleição – entrevista esta que poderia ter algum impacto na corrida eleitoral. Foi ele que “corrigiu” a nomenclatura: “Golpe de 64” para “Movimento de 64”, contrariando toda retórica Esquerdista dos últimos 50 anos. Para completar, num discurso recente, Toffoli disse que o Brasil precisa evitar retrocessos, e proteger a democracia contra regimes totalitários como o Fascismo, o Nazismo – e pasmem – O COMUNISMO. Até então apenas o Fascismo era tido como grande bicho papão, atribuído (erroneamente) à Direita, enquanto os horrores do Comunismo e sua ameaça constante eram criminosamente ocultados. Eu não esperava que um Presidente do Supremo Tribunal federal alertasse para este mal; quanto mais um presidente indicado pelo expoente máximo do socialismo/comunismo na America Latina (Lula) Estaria Dias Toffoli mudando de lado, adaptando-se a maré conservadora e traindo seu padrinho político? Ou está apenas fazendo uma média – jogando para torcida majoritária do momento, mas manterá as decisões favoráveis à Esquerda no essencial? Vamos ver…

Elixir da confusão

Como todos sabem, não bebo. Tive alguns maus exemplos familiares que me afastaram desse mal. Mas há momentos em que eu penso: “E se eu bebesse?” Estava me fazendo esta pergunta 30 minutos atrás… os vizinhos estavam fazendo uma festa de família regada a muito álcool, e até 30 minutos atrás, estavam todos se amando. Riam alto, brindavam, e eu pensando: “Nossa, eles são muito felizes mesmo” “beber deve ser muito divertido” “vou aproveitar a vitória de Jair Bolsonaro no domingo pra beber”, etc., etc. Súbito, começam acusações: “Você não vai falar mal de fulano na minha casa!” “Repete!” “Você é um frouxo!” Vou puxar o revolver!” Às 20h mal se falavam, às 23:30 se amavam, às 23:45 estavam todos se matando. Daí a policia chegou e acabou com a “festa”. Ê droguinha maldita…

Dramaturgia progressista

Como invadir propriedades será uma ocupação muito mais perigosa num provável Governo de Jair Bolsonaro, Guilherme Boulos está tentando arrumar uma nova profissão. Ontem, aproveitando estar na Rede Globo de televisão, tentou “cavar” um papel como Professor na “Malhação”; mini-novela semanal que já é mesmo a agenda do PSOL transposta na TV para adolescentes. Vocês viram a interpretação dele ao relembrar os “horrores da Ditadura”? Olhar perdido; olhos apertados… meneando a cabeça; ferido pelo “Fascismo”. Só faltou beijar Haddad na boca pela diversidade de gênero e tiraria o dez de dez.

O ataque dos abutres

Qualquer um que tenha visto o atual estado de Jair Bolsonaro após o golpe criminoso com a faca no intestino, vê que ele está demasiadamente abatido. Fraco, magro, olhos fundos, aspecto cadavérico. É uma COVARDIA dizer que o candidato “aproveitou da situação” para “fugir ao debate”. Qualquer um destes sujeitos que o acusam não resistiria a um soco na boca, quanto mais a uma facada no intestino. São abutres revirando a carniça, que só ficam valentes quando em bando e na fraqueza da vítima. É por essas e outras que voto 17, e votaria 17 vezes se pudesse.