Fábrica de neuróticos

“Nunca tenha certeza de nada, porque a sabedoria começa com a dúvida.”

Esbarrei com esta frase, atribuída a Sigmund Freud, e como sou implicante cornetarei até mesmo o Pai da Psicanálise.

Se a postura correta é jamais ter certeza de coisa alguma, como poderei eu saber então do que se trata Sabedoria? Como estarei certo sobre o conceito de Sabedoria? Há um conceito geral do saber, mas se até mesmo este conceito é duvidoso – e eu não posso estar certo quanto a ele – do que estou falando, afinal?

Sabedoria nada mais é que a aquisição de conhecimentos provados como válidos. Conhecimentos adquiridos por experiencias práticas e provadas; uma relação de causa e efeito conhecida e constante. Se você implode estas certezas adquiridas, implode a Sabedoria. Logo, a sugestão inicial “nunca tenha certeza de nada” elimina, e não prenuncia, a possibilidade de se adquirir alguma sapiência.

Em suma: – Sabedoria se dá com a aquisição de certezas, não com a ploliferação de duvidas.

Mas esta frase dita pelo Pai da Psicanalise não me surpreende. A finalidade da Psicanalise é justamente essa: – A confusão geral. A fabricação de neuróticos. Psicólogos, Psiquiatras e Psicanalistas vivem, se alimentam de neuróticos. Logo, eles os multiplicam para que a clientela seja farta.

Se você suspeita estar padecendo de alguma deficiência, vá visitar um “Analista”. Lá, sua suspeita chegará ao fim. Ele tratará de diagnosticar problemas existentes em você. E se por ventura não houver problema algum, ele tratará de fabricar algumas centenas deles. Seja através de sugestões idiotas como essa, ou por outros meios tão “sofisticados” quanto.

Metanoia

Muito embora eu seja um defensor das grandes tradições Religiosas, reconhecendo-as como grandes pilares de sustentação civilizacional (detentoras de importantes principios ordenadores, etc.), no que diz respeito a orientação particular e pessoal, considero eu que, por vezes, elas prestam um pequeno desserviço.

Por exemplo:

καὶ λέγων ὅτι Πεπλήρωται ὁ καιρὸς καὶ ἤγγικεν ἡ βασιλεία τοῦ θεοῦ: μετανοεῖτε καὶ πιστεύετε ἐν τῷ εὐαγγελίῳ.

Este é o dito “inaugural”, por assim dizer, por parte de Jesus, assim que ele começa a ensinar publicamente. Vou mostrar aqui como a tradução encontrada nas Bíblias convencionais está impregnada de conceitos
teologicos que sobrecarregam e, na minha modesta opinião, afastam o dito de sua simplicidade e, eu diria até, de sua beleza original.

A tradução cristã encontrada, por exemplo, na Biblia de Jerusalem, é a seguinte:

“Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho.”

A tradução livre de conceitos Teológicos cristãos embutidos seria:

“Cumpriu-se o tempo e o domínio de D’us pode ser manifestado. Mudem sua maneira de pensar e acreditem nesta boa notícia”

A chave para tal diferença está na tradução desta quatro palavras.

ἤγγικεν – No Grego Koiné (idioma no qual os manuscritos do Novo Testamento foram escritos) esta palavra realmente tem o sentido de “aproximar”, no que a tradução da Biblia acima citada não estaria de todo equivocada. Só que há um porém: – Esta palavra significa aproximar no sentido de trazer para junto, de “juntar-se” – algo como “tornar-se um”. Em outras passagens Jesus diz o Reino de Deus estar em nosso interior, e que o Reino de Deus já é chegado. Ou seja; – ele já chegou, já está ao alcance de todos os que o buscam. Traduzir como “está próximo” dá margem à ideia de proximidade espacial e/ou temporal; um reino exterior que estaria por chegar, que estaria por vir. De fato, muitos dos primeiros cristãos acreditavam num retorno iminente de Cristo e no advento iminente do Reino de Deus na Terra. Bom, 2 mil anos depois, a espera continua…

βασιλεία – Este é o termo traduzido como “Reino”, mas pode ser perfeitamente traduzido como “Domínio”. Novamente, a palavra “Reino” pode sugerir a ideia de uma Instituição exterior, e combinado com a tradução anterior “próximo”, completa toda a ideia da espera de um Reino Futuro, externo, a ser aguardado ansiosamente.

μετανοεῖτε – Esta palavra, traduzida como “Arrapendam-se”, signinifica simplesmente “Mudar a forma de pensar” (Metanoia). “Arrepender-se” traz consigo uma ideia de pesada culpa, carrega uma roupagem por demais religiosa, que, ao meu ver, sobrecarrega a simples mensagem original: – “Mudem sua forma de pensar”

εὐαγγελίῳ – Esta é a palavra traduzida como “Evangelho”. É termo “técnico” usado apenas por Marcos e Mateus. Na verdade, “Evangelion” quer dizer apenas “boa nova”, uma “boa notícia” (termo comum inclusive usado por Lucas)

Em suma: – Na tradução “Cristã” da Biblia, por assim dizer, transmite-se a idéia de um Reino (possivelmente exterior), que está próximo (está por vir), e que é necessário o arrependimento e a crença no “Evangelho” (na narrativa ali escrita no evangelho – documento)

Na tradução simples e “descarregada” de todas estas atribuições teologicas, a mensagem transmitida é de uma possibilidade potencial que já chegou, que já está ao alcance de todos (o que concorda, como eu disse, com muitos outros ditos de Jesus) e que a boa noticia a ser acreditada é justamente essa: – A possibilidade do domínio de Deus, da manifestação de Deus em nós, já.

Para ratificar isto, além das frases já citadas sobre o Reino de Deus, ditas por Jesus (“está dentro de vós”, “já chegou”, etc.), há também esta passagem que resume a possibilidade real de manifesta-lo, em vida:

“Aquele que me ama guardará minhas palavras; meu Pai o amará e a ele viremos, estabelecendo nele morada.”

Ou, na mesma linha:

“Quem tem meus ensinamentos e os pratica é quem me ama. E quem me ama será amado por meu Pai. Eu o amarei e me manifestarei nele.”

Um punhado de pérolas

Aquele que tropeça em meus textos ao navegar pelo Facebook deve lembrar-se do grande imbróglio em que me meti, quando encetei pugna violenta contra o Islã, à época dos atentados na grande cidade francesa de Paris. Na verdade já escrevia eu sobre o Islã desde muito antes, mas dada a crescente exposição e itensidade dos textos, acabei sendo, finalmente e gloriosamente, ameaçado de morte (o que me deixou excitadíssimo)

Mas o fato é que descobri uma pérola Islãmica. Alias, um punhado de pérolas. Estava eu bisbilhotando tradições sufistas (misticismo islãmico), textos sobre ascetismo e antologias de saber e história de profetas e santos, quando deparei-me com coleção de ditos atribuidos a Jesus. Não num corpus completo, único. Ditos fragmentados, em vários textos. Dois dos principais: “kitab al-zuhd wa’l raqa’iq” (Livro do ascetismo e ternas misericórdias), de Ibn Al mubarak, e “Kitab al-Zuhb” (O livro do Ascetismo), de Ibn Hanbal.

Escavando, descobri que muito após estes textos antigos, estudiosos do ocidente empenharam-se em coletar estes ditos, traduzindo-os e reunindo-os num único volume. Talvez a primeira iniciativa notavel neste sentido tenha sido de M. Asin y Palacios, com seu “Logia et agrapha domini Iesu apud mosleicos scriptores, aseticos praesertim, usitata”.

Pulando estes nomes e titulos que ninguem entende (nem eu), o que estou tentando dizer é o seguinte: – Tenho em mãos 303 ditos de Jesus, coletados da tradição Islãmica. Quem conhece o Islã sabe que Jesus é citado diversas vezes no Alcorão, inclusive como profeta louvado e feitor de inumeros milagres. Ou seja, não é estranho que sua figura seja louvada no Islã e muitas tradições de sabedoria sejam remetidas a ele. A surpresa foi encontrar estas tradições de sabedoria, pois na Hadith (Corpo de Leis, lendas e tradições atribuidas a Maomé e outros icones Islãmicos) Jesus aparece apenas com significativa importancia como profeta “apocaliptico”. Seus dizeres de sabedoria não são ressaltados.

Pelo visto, a tradição dos ditos, provérbios e admoestações, ficou preservada neste outro ambito literário, periférico e mais ou menos esotérico, de tradições dos profetas, misticismo e ascetismo. Agora que encontrei, aos poucos, transcrevendo, vou pondo aqui para vocês, pois é interessantíssimo. O primeiro a saltar-me aos olhos foi o seguinte: – Bem-aventurado aquele que vê com o coração, mas que não tem o coração no que vê.

“Socializando” o Evangelho

O que aprendi com um Padre (?) devidamente versado na Teologia da Libertação, assim que este resolveu “socializar” o Evangelho, libertando-o do “imperialismo” do Espírito:

– O povo de Israel é, essencialmente, um povo sem terra. O povo de Israel é o povo escolhido. Portanto, os sem terra são o povo escolhido.

– Sara e Abraão (O Patriarca comum das três religiões Monoteístas), constituiam um “casal sem terra”. Logo, os sem terra tiveram a primeira intuição/revelação sobre o Deus único e transcendente. A Humanidade deve a percepção do Monoteismo aos sem terra.

– Este Deus único seria Karl Marx e Leonardo Boff o seu profeta.

– Jesus Cristo foi um marceneiro, proletario e revolucionário, que lutou contra a opressão dos Romanos e contra Elite Judaica de seu tempo.

– O “Reino dos Céus” não é uma realidade potencial interior, e sim um pedaço de terra exterior, no momento inacessível e inacançável pelo jugo de algum latifundiário capitalista. O reino dos Céus é um latifundio a ser invadido e conquistado. Jesus teria ratificado isso ao dizer: – “O Reino dos Céus deve ser tomado a força”
.
– Cristo teria dado a entender que foi enviado por Karl Marx ao dizer: – “Quem recebe vocês, recebe a mim. E quem recebe a mim, recebe aquele que me enviou” (Karl Marx)

– Eruditos dizem que o nome Karl Marx consta nos originais perdidos em Hebraico, e que mesmo o nome de Jesus é uma farça: – No original constaria “Leonardo Boff” como messias do povo de Israel (originariamente, povo dos sem terra). O Leonardo Boff atual seria uma reencarnação, o que foi dado como plenamente possivel por Allan Kardec.

– O símbolo da besta no livro do Apocalipse foi escrito com a imagem de um capitalista, imperialista e opressor em mente; muito provavelmente Adam Smith. Todo o livro de Apocalipse seria uma critica velada e codificada à “Riqueza das Nações”, escrita pelo economista Britânico cerca de 1776 anos depois.

– O dito de Jesus: – “Bem-aventurados são os perseguidos por causa da Justiça” não diz respeito àqueles que zelam pela Justiça de Deus e por isso são injustamente perseguidos. Não: – Diz respeito a militantes socialistas perseguidos pela Justiça quando ocorrem operações como “Lava Jato’ e similares.

Reconheça o que está diante de teus olhos

Uma das indagações que recebo com mais frequência acerca do conceito de Deus é a problemática Destino x Livre Arbítrio, compactada na seguinte afirmação: – “Se Deus é Onisciente e sabe o que vai acontecer, então eu não tenho real capacidade de escolha: – Tudo está determinado!”

Bom, eis que o vídeo abaixo – aparentemente sem qualquer relação com o assunto – ilustra precisamente a plena comunhão dos dois conceitos, de modo algum conflitantes. Note que mesmo antes da pessoa tomar a atitude, realizar a ação, por sua simples inclinação, por sua simples intenção, todo o trajeto do bilhar já está determinado, inclusive em suas consequências últimas. A medida que esta inclinação é modificada, muda-se o trajeto, muda-se a consequência última, mas ainda sim estes são plenamente conhecidos, antes mesmo de ocorrerem.

Por isso Jesus encerra o ensinamento quanto a Oração com o dito aparentemente contraditório: – “Pois D’us sabe do que precisam antes mesmo de pedirem.” Por suas inclinações atuais, por suas intenções atuais, conhece-se todo o caminho e suas ultimas consequências. A correção das inclinações (do modo de pensar, de sentir, de responder à impulsos) e das intenções já muda, de pronto, suas ações antes mesmo de realiza-las; uma simples mudança no pensar muda todo o caminho.

Jesus ensina: – “Reconheça o que está diante de seus olhos, e o que é oculto lhe será desvelado”

Isto parece por demais místico mas adianto que não. Pela semente, se conhece a árvore. Conhecendo a semente, você não precisa planta-la e esperar todo o processo de crescimento para saber que espécie de árvore brotará. Se plantou uma bananeira, nascerá uma bananeira, invariavelmente. Do mesmo modo, para o perspicaz – e aqui retorno ao vídeo – pela posição do jogador ao efetuar a tacada, sabe-se qual será o resultado; você não precisa esperar o desenrolar de toda a jogada para conhecer o resultado final.

Esta é a arte do “reconhecer o que está diante dos seus olhos” para que o “oculto venha a ser desvelado”. Quando você adquire esta capacidade, de apreender na Realidade a semente do que virá no Futuro, você participa da consciência transcendente de D’us.

Anátema

Para quem não acredita em maldade pura, genuina e gratuita. Para quem acha que o “Homem nasce bom” e todo traço ruim que por ventura apresente é pela corrupção da sociedade, aí está:

Em caso ocorrido em Vilhena, Rondônia, Brasil, a sujeita mata pelo simples prazer de matar; prazer tamanho que ela quase saliva ao lembrar do resultado obtido ao esfaquear o namorado ao pescoço, e lembrar que ele morreu segurando os braços dela.

Que maravilha!

E depois o cinismo em pedir por socorro, como se fosse ela a agredida. (inversão típica dos psicopatas.)

Muito bom!

Eu diria que ela é plenamente recuperavel e que deve ser re-enserida no meio social o quanto antes! Talvez como babá, para cuidar dos nossos filhos!

Que pataquada.

Estou farto desta superproteção a bandidos e assassinos; inclusive bandidos e assassinos “menores de idade”, mulheres ou idosos. Não há idade para se ter má indole. Um fruto podre não tem idade para ficar bom; nunca ficará bom. Também bondade e ruindade não escolhem sexo; há muitos homens justos e vis e muitas mulheres justas e vis. Se a mulher é um demônio (como esta do video) merece ir para cova, sim, independente do sexo ou da idade.

Alias, isso me faz lembrar de uma das principais criticas que os Ateus fazem às Escrituras Sagradas, quando há passagens de ordem aos Israelitas que dizimassem determinados povos. É importante ressaltar que estes tais povos praticavam o assassínio de seus proprios filhos em rituais macabros, a violencia era disseminada, não havia a menor medida de justiça, toda especie de crime era cometido em larga escala, a prostituição era geral, etc., etc. Por isso a ordem para que fossem “dizimados”, e ainda com o aviso aos Israelistas para que não desenvolvessem estes mesmos hábitos vis , pois se o fizessem se tornariam iguas a eles, e “a Terra os vomitaria”, como vomitou tais povos.

Ou seja, não se trata de um exterminio etnico, ou um exterminio bélico, puramente por disputa territorial. Se trata de estirpar o mal pela raiz, que de outro modo se proliferaria. E mesmo os Israelitas não estavam (e não estão) livres de se desvirtuar e merecerem eles mesmos tal punição (como de fato mereceram em muitos periodos testemunhados pelos profetas)

Então, quando um sujeito vem para mim falando dos “horrores” do Anátema, eu devo dizer que sou completamente a favor do Anátema. (E geralmente este mesmo sujeito, vendo uma cena de crime covarde, diz; – “Que horror! Este bandido tem que morrer!” Ou seja, é ele mesmo a favor do Anatema, e não sabe. Ou sabe, desde que seja um Anátema “laico”, com o nome de “Pena de Morte”)

Deixar uma mulher como esta do video a solta, seifando vidas com prazer, falando de seus crimes em tom de troça e com sorriso nos labios; este sim, é o verdadeiro horror, o verdadeiro ato imoral, vil, sujo e covarde.

Construção Social

“O amor é uma construção social”

Esta foi a magnífica e trancendental assertiva enunciada pela senhora Regina Navarro Lins: – Psicanalista. Digo Piscicanalista e isto explica muita coisa. A adjetivação é de tal forma auto-explicativa que não sei nem se é necessária a continuação deste texto.

De todo modo, após ler a entrevista da Doutora Regina Navarro Lins na íntegra, peguei-me fazendo uma releitura inconsciente e involuntária do relato da Criação. Estava eu apreciando desavisadamente o Livro de Gênesis, e li assim:

“No Princípio a Sociedade criou os Céus e a Terra” E seguia: – “Criou isso e viu que era bom, criou aquilo e viu que era bom, etc., etc.”

A Lista era imensa, e dentre todas as magnificentes criações, ou melhor, “construções” (para sermos fieis a terminologia consagrada) estava lá o “Gênero” e estava lá também o Amor. (este último devidamente adicionado à Lista pela doutora Regina Navarro)

Não sei se vocês entendem o que quero dizer. O fato é que a “Sociedade” tornou-se um ser – que não tem mãos nem pés, e que em ultima analise não existe – onipotente. Tudo, absolutamente tudo é atribuido à “Sociedade”.

Se o ladrão rouba, é pela “providência” Social.
Se o assassino mata, é pela “providência” Social.
Se o vagabundo é deprimido por sua propria inutilidade, é pela “Providência” Social.
Se o complexado não aceita a si mesmo, é pela “Providência” social.

Por outro lado:

Se o Homem ama, é pela “Providência” Social.
Se o Homem ama uma mulher, é pela “Providência” Social.
Se vê a necessidade de trabalho para seu sustento, é pela “Providência” Social.

Ou seja: – O indivíduo se tornou algo secundário; tornou-se uma nota de rodapé. Isto me soa como uma notável inversão, já que “sociedade”, teoricamente, é o nome que se dá a um conjunto organizado de individuos. Se não há individuo, consequentemente, não há sociedade. Parece-me óbvio, ou não? No entanto, só ouço falar em “Sociedade”, precedendo o indivíduo como que magicamente concebida, e concebendo o Homem à sua Imagem e semelhança.

E vejam bem: – Esta abstração macabra turvou a visão da Historia pelo Homem, turvou a visão da Política pelo Homem, mas, não satisfeita, invade agora também as relações mais intimas entre os seres humanos, bem como os âmbitos mais recondidos da alma dos Homens. Como podemos ver, até o amor tornou-se uma “Construção Social”. O afago, o beijo, o sexo são prerrogativas Sociais. A sociedade afaga, beija e ama. O individuo, não. O individuo nada faz.

Agora pergunto eu ao leitor e, sinceramente, espero ansiosamente que alguém me dê uma resposta positiva: – Alguém, em algum lugar, já viu, ainda que de relance, esta tal de Sociedade? Pode ter sido um breve encontro visual, mesmo à distância; a Sociedade tomando um café, ou correndo numa esteira de academia. Qualquer coisa!

Desde que ouço falar em Sociedade, estou ansioso para conhece-la. Quero dar-lhe um aperto de mão. Dizem que apenas a Sociedade dá apertos de mão. O individuo não existe.