Acima do bem e do mal

Lauda 01 – No Socialismo, todos os homens são iguais, com direitos iguais, e dividem tudo de forma igualitária.

Lauda 02 – Lula merece, sim, cela especial e deveria, sim, dar entrevistas públicas mesmo condenado, porque, afinal, não é um homem qualquer.

Osmar Prado, ator global e militante petista (aqui temos uma redundância), nos ensina a essência do pensamento revolucionário socialista: todos os homens são iguais… mas o supremo líder e seus asseclas “não são um homem qualquer”, por serem “iluminados” e personificarem o “espírito do tempo”; por serem “protagonistas do processo Histórico”; estes estão acima do bem e do mal. Não podem ser julgados pela atual estrutura social, que tem mesmo de ser superada, mas sim pelo proposito ideal que querem conquistar (e que nunca chega) A nomenklatura do Partido revolucionário auto-arroga-se todos os Direitos, não deve satisfação a ninguém, criando uma classe social toda-poderosa sob o pretexto de extinguir a diferença entre classes sociais. É a arte de fazer na prática o contrário do que se pretende na teoria. Lembrem-se: quem te diz que “todos os homens são iguais”, “não é um homem qualquer”, e portanto não se submete a isso.

Produto orgulhoso da civilização

Não é curioso que as pessoas que mais militam contra a “desumanização” de uma “sociedade patriarcal repressora, capitalista e de consumo”, sejam elas mesmas as mais parecidas com animais? Se “ser humano” é viver sob efeitos de entorpecentes e alucinógenos, ser promíscuo e não asseado, subcomunicando-se com grunhidos e tendo um gestual bestial, eu prefiro ser um produto “desumano” da civilização.

Acusadores auto-indulgentes

“Bebida, Pegação e dança” vem sendo o símbolo da “libertação” da mulher pós-moderna, e os Esquerdos parecem ter um apreço particular por esse novo TRIVIUM existencial da mulher, que veio para substituir o “antiquado” “Lar, marido e filhos” Pois bem. O ódio que a Esquerda nutre por policiais é tão grande que, súbito, o progressista se torna o mais rigoroso conservador; um puritano pela moral e bons costumes. Uma Policial morta recentemente teve sua “bebida, pegação e dança” expostas quase que como um atenuante de sua morte. Quando uma ativista de Esquerda é assassinada ou sofre abusos em cenários problemáticos – envolvendo-se com criminosos, álcool, drogas, seja lá o que for – todas essas contingências “não vêm ao caso” e são vistas até como tentativas de “justificar” o crime. Mas quando é para demonizar a imagem de uma policial assassinada, é EXATAMENTE ISSO que a midia progressista faz: levanta uma série de “atenuantes” – a vitima teria “se exposto em um ambiente vulnerável”

Somente a morte do militante de Esquerda é indesculpável; somente eles podem arrogar-se o posto de vitima genuína, incólume, que não fez nada para merecer seu terrível destino. Todos os outros acabaram, de algum modo, “merecendo”; “causando” a própria morte (assim como “merecemos” ser assaltados para restituir uma divida com os “marginalizados” da sociedade) É uma auto-indulgência incrível, inversamente proporcional à capacidade de culpar os outros. Aliás, este é um traço psicológico significativo de uma pessoa de Esquerda: rápida em acusar, em culpar; lenta em assumir responsabilidades. É sempre vitima, e apela constantemente para chantagem emocional. Quando vejo uma pessoa assim, saio correndo.

Salada de ideais

É, meus amigos… Há quem diga que matar animais para se alimentar seja cruel, embora os animais mesmos se matem uns aos outros naturalmente, sem a nossa ajuda. E é bem provavel que, se você sair de casa e seu cachorro latir demais, algum vizinho desocupado te denuncie por “abandono” e você acabe tendo de se explicar para o pessoal dos “Direitos dos Animais” na Justiça. No entanto, O Supremo Tribuna Federal não vê nenhum mal no SACRIFICIO de animais em religiões de matrizes africanas. Sim, o antigo hábito (que o cristianismo extinguiu) de sacrificar animais em rituais religiosos ainda sobrevive em grupos de magia negra e em religiões afro, mas ninguém parece se escandalizar. Muito pelo contrário, busca-se “garantir esta expressão cultural”

Deve ser difícil militar por tudo ao mesmo tempo… Militar pelo “Multiculturalismo” e pelo “Direito dos Animais”, quando muitas culturas sacrificam animais… Militar pelo “Multiculturalismo’ e pelos “Direitos LGBT” quando muitas culturas condenam literalmente e abertamente o Homossexualismo… Militar pelo “Multiculturalismo” e pelo “Feminismo”, quando muitas culturas reservam um papel secundário à mulher na sociedade. Como conciliar todas essas Culturas – “nem melhores, nem piores, apenas diferentes”- com a sua bandeira militante preferida? Será que ao erguer uma bandeira, você já não se coloca automaticamente CONTRA determinadas culturas? Não seria inevitável? Ou você assume que HÁ SIM, diferenças qualitativas entre uma cultura e outra, ou jogue sua bandeira fora.

Ética Kantiana

Eu realmente espero que a fala de um Ministro do Supremo Tribunal Federal em palestra tenha sido, de algum modo, editada ou distorcida, pois em vídeo ele diz o seguinte: “Sou movido por uma ética Kantiana.. Se a sua vida depende do sacrifício da minha liberdade individual, e eu não quero sacrificar a minha liberdade individual, você perde” Vocês entendem? Se um sujeito quer ter a “liberdade individual” de te dar um tiro na nuca, e você – sabe-se lá por quê – queira viver, você perde. Se Adolf Hitler quer ter a “liberdade individual” de exterminar 6 milhões de judeus, mas os judeus – por algum motivo – queiram viver, os judeus perdem. Se uma mulher que engravidou por livre e espontânea vontade decidir que um filho no momento “sacrificaria sua liberdade individual”, mas a criança quer viver, a criança perde (e foi nesse sentido que ele usou sua “ética Kantiana” – numa palestra sobre aborto)

É por isso que os libertários acabam andando de mãos dadas com Socialistas e Comunistas, meus amigos. A liberdade TOTAL é Totalitarismo. Não há como fazer tudo o que se quer sem atropelar a liberdade alheia no meio do caminho. Para um Ministro dizer isso em público, ou ele é extremamente burro e não entende a implicação do que diz, ou é extremamente insolente e petulante; achando-se acima do bem e do mal. As duas opções são ruins para nós.

Conceitos e pré-conceitos

Longe de mim ser o advogado do diabo…

(Demo Danado) – Até por que, fui criado para isso.
– Sim.

Mas vejam vocês: Deixados a si mesmos, em suas “reservas de proteção”, indígenas vivem praticamente da mesma forma que viviam 500 anos atrás. Aqueles que não foram expostos ao “contato”, parecem não demosntrar nenhuma preocupação com conceitos como “desenvolvimento” e “produção”; o que não é bom nem ruim, apenas uma caracteristica; uma opção. Repito: as tribos isoladas, vivem da mesma forma há 500 anos.

Tendo em vista este cenário, um sujeito que os caracteriza-se como “indolentes”, estaria fazendo uma provocação, sendo “racista”, ou apenas estaria descrevendo uma situação tal como ela se apresenta? Dizer que o indigena “trabalha apenas para sobrevivência e nada mais”, é uma afronta, ou um dado da Realidade? É um “pré-conceito”, ou um conceito formado pela experiência? Reflexões…

(Demo Danado) – Claramente é um discurso fascista, racista e intolerante…