Pedagogia do Trabalho

O Brasil não investe pouco em Educação. Na verdade, é um dos países que mais investe em Educação no mundo! Então, por que estão todos iletrados? A questão é muito simples: temos de substituir o “lúdico” pelo TRABALHO. A Educação não tem de ser prazerosa nem divertida. Muito pelo contrário, tem de ser penosa no sentido de calejar o aluno para lidar com métodos, prazos e metas. Irá surpreende-los o fato de que Hegel , com apenas onze anos de idade, já tinha traduzido seis diálogos de Platão do Grego para o Alemão. Que Nietzsche, com quinze anos, escrevia dissertações imensas em Grego. Isto não por que fossem gênios (embora Hegel fosse), mas sim porque era comum no ensino de suas épocas a exigência de dominar as chamadas “línguas clássicas” (Grego e Latim) Até bem pouco tempo, eram comum professores de Sorbonne apresentarem teses complementares em Latim; isto praticamente não existe mais. E por que o ensino de línguas serve como exemplo? Porque não é uma questão de inteligência… Até um Romano burro falava Latim e um Grego burro falava Grego; é uma questão de prática, que requer repetição, que por sua vez requer TRABALHO. O que tornava nossos antepassados mais cultos e eruditos do que nós era a quantidade de trabalho que podiam suportar; trabalho que não temos mais, seja por estarmos numa sociedade hedonista, seja por auxílios tecnológicos que fazem o trabalho por nós tornando-nos néscios e ineptos.

Portanto, voltando à Educação Brasileira, não adianta repassar 6% do Produto Interno Bruto do país para Educação, se o que se aprende é masturbação como Educação Sexual, pichação como manifestação cultural, falar errado como “expressão regional idiomática”, e mais uma série de quinquilharias que não visam o saber, mas a justificação da burrice. Além do conteúdo, o método também está completamente errado. Não se ensina cantando ou dançando, fazendo brincadeiras e jogos; talvez na educação infantil isto seja parcialmente justificável, mas o aluno tem de aprender no decorrer de sua formação o cerimonial do trabalho; discernir o que é lazer de obrigação, pois nem todas as obrigações na vida são alegres e descomprometidas; na verdade, a maioria é bem enfadonha e frustrante, e temos de estar preparados.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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