Miceli 24.171

Eu vivi para ver uma apresentação em campanha presidencial parecer uma apresentação em sala de bate-papo de internet: “Sou fulana, mulher, negra, periférica, tenho um metro e meio, 20 Kg, só apareço em público de 4 em 4 anos” etc., etc. Digam-me o quão ridículo é isso, meus amigos? Apresentar como credencial o seu sexo, a sua cor, e sua condição social. Imagino-me no palanque: “Chamo-me Rodrigo Miceli, sou Homem, Branco, periférico…” E claro, com todo o vitimismo: “Meu avô veio da Itália só com a roupa do corpo, sem nem saber falar português…’Seu Guido! Seu Guido!’ chamavam, e ele não entendia…” (neste momento tenho lágrima nos olhos. Continuo) “Passou fome, criou três filhos com muita dificuldade. Perdeu tudo numa enchente! Mas com muita luta, chegamos até aqui.”

(Demo Danado) – Bravo! Mas ficou faltando trabalhar a opção sexual…
– Sou Het…
(Demo Danado) – Você é bobo?! Ser Hétero não dá voto!
– Sou Gay. Periférico. Branco…
(Demo Danado) – Não repete que é branco que pega mal! Se desculpa por ser branco…
– Desculpem-me por ser branco!
(Demo Danado) – Já ganhou!

-> Miceli 24.171 – O Europeu periférico gay do bem que é branco mas você confia <-

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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