Consciência Histórica

Djokovic, tenista sérvio, disse publicamente estar torcendo por Rakitic, futebolista croata, na final do mundial de futebol 2018. Diante deste apoio, um politico sérvio classificou o tenista multicampeão como “besta quadrada”, por ignorar os diversos conflitos históricos existentes entre sérvios e croatas, prestando apoio público a um suposto “inimigo”. Rakitic, perguntado sobre esta reação do politico sérvio, respondeu: “Está na hora de deixar o passado para trás”

E isso nos traz a seguinte reflexão: até que ponto estudar conflitos Históricos serve para realimentar e reacender velhas disputas, tornando-as eternas? O Cristão que estuda a invasão Islãmica da península Ibérica e as cruzadas de reconquista, não cresce em animosidade contra muçulmanos atuais? O cristão protestante que estuda a historia de conflitos com cristãos católicos, não faz crescer as diferenças entre essas duas correntes da mesma religião? Até que ponto retomar velhos conflitos é realimentá-los e eternizá-los?

Por outro lado, vejam o que se passa no Ocidente. Levando em consideração o raciocínio acima, busca-se suprimir tudo que possa alimentar uma cultura de conflitos, ou se preferirem, no jargão politicamente correto atual, um discurso de “ódio” Mas enquanto nós nos desarmamos no Ocidente, desaprendendo de onde viemos, os conflitos pelos quais passamos e como tudo se formou, o Oriente permanece com sua consciência histórica intacta, muitas vezes mantendo objetivos e implementando-os pelos séculos, permanecendo “armados” enquanto o outro lado simplesmente abdicou de lutar. A facilidade com que o Islã domina a Europa premeditadamente, com líderes religiosos falando abertamente em “conquistar a Europa para o Islã sem um único tiro; apenas através da imigração e da taxa de natalidade”, é acachapante. Um lado está tão convicto da debilidade do outro, que anuncia aos sete ventos seu plano de ocupação e de SUBSTITUIÇÃO (não integração) étnica e religiosa, sem enfrentar a mais mínima resistência. Pelo contrário: conta até com subsídios; dinheiro da própria vitima para que leve a cabo seu plano.

Esquecer velhos conflitos para que se siga em frente é saudável e bom, quando todos decidem fazê-lo. Quando apenas um lado se desarma e opta por esquecer quem são seus inimigos, ele não impede a Guerra, ele apenas PERDE a Guerra. Está aí o Socialismo, mantendo seu modos operandi de um século e ganhando espaço diante de um mundo que esqueceu o seu horror. Está aí o Islã, perfeitamente consciente de sua fundação, de sua vocação para o califado, ganhando espaço, enquanto o Cristianismo se dissolve num misto de auto-ajuda com macumba ecumênica. Guerras não ocorrem quando ambos os lados estão fortes e respeitando-se mutuamente, mas sim quando um dos lados se mostra frágil, débil, e convida o outro a atacar.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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