Incompatível com a felicidade

Acho eu que a atividade de ler e escrever seja incompatível com a felicidade. Se um sujeito para pensar e refletir, é porque alguma coisa está errada. Não se vê um sujeito apaixonado parando para escrever, a não ser lembranças do momento com a amada ou a impossibilidade de repeti-los. Podendo experimentar, ele simplesmente experimenta, não escreve. Daí que os momentos de maior inspiração sejam momentos de falta; momentos em que na falta da experiência, vive-se por lembranças ou imaginação. As fases mais inspiradas da minha vida, seja para ler, seja para escrever, foram as piores. É preciso uma crise existencial, uma dor de cotovelo, uma crise profissional, uma crise pessoal, algo que crie uma lacuna imensa a qual você tenha que preencher de alguma forma. Isso explica a constante de grandes autores e artistas serem extremamente problemáticos: são seus problemas que os empurram para reflexão e criação; que os retiram do fluxo padrão do dia a dia para uma zona interior quando a exterior se mostra insuportável.No momento, estou extremamente tranquilo e feliz, e justamente por isso, sentar e escrever uma linha que preste é uma tarefa quase inviável.

(Demo Danado) – É verdade. Essa felicidade tem-me feito aparecer muito pouco nos textos. Terei que mexer meus pauzinhos…

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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