Cientificismo ideologico

A Academia Americana de Pediatria publicou recentemente uma orientação de que tatuagens, por serem permanentes e causarem cicatrizes, devam ser evitadas em adolescentes e crianças. “Para atos de consequências quase irreversíveis, é necessário uma maior maturidade do individuo que irá tomar a decisão” No entanto, esta mesma instituição não vê nenhum problema em uma menina autodeclarada menino RETIRAR ambos os seios e tomar testosterona durante um ano para que sua suposta condição “Transexual” seja externada, inclusive SEM CONSENTIMENTO DOS PAIS. Vocês entendem? Se uma menina de 16 anos, espevitada, resolve tatuar um balãozinho vermelho no braço, ela será chamada a refletir e aguardar para que tal procedimento “seríssimo” seja evitado. Mas se por algum motivo acredita ser um rapazinho e resolveu MUTILAR o próprio corpo em uma cirurgia de alto risco, tomando hormônios com mil e um efeitos colaterais (inclusive desenvolvimento de câncer), aí está tudo ok. Algo errado não está certo…

Nota: Há poucos dias houve um debate em um programa de TV onde dois autodeclarados “ex-gays” testemunhavam o quanto eram infelizes com sua pratica homossexual e a dificuldade que tinham para conseguir ajuda, pois hoje em dia, um profissional de psicologia NÃO PODE ajudar alguém que queira mudar sua orientação sexual – aliás, só pode “ajudar” se a mudança for de “hetero” para “homo” – de “homo’ para “hetero” é visto como “não aceitação de sua real condição gay” (E por que diabos o contrário não é visto como “não aceitação de sua real condição hetero?”) Enfim… O fato é que um dos entrevistados era transexual, passou por cirurgia de amputação e tomou hormônio feminino para que a mudança fosse “completa” Resultado: arrependeu-se, e agora vê o seu sonho de assumir uma identidade masculina e ter filhos impedido para sempre.

Diante do testemunho real e dramático diante de si, o “especialista” decretou: “Você deve passar por terapia para aceitar sua condição transexual” Arrebatado pela mesma lógica, o convidado pergunta: “Não seria mais fácil eu passar por terapia para aceitar minha condição heterossexual antes? Teria evitado minha mutilação e meu sofrimento…” O terapeuta, então, – grave, do alto da sua estupidez prepotente de quem nunca viveu a situação na própria carne e é orientado por manuais pretensamente científicos direcionados ideologicamente -, arremata: “Você não sabe do que está falando, precisa estudar” Eu não sei quanto a vocês, mas quando um sujeito me manda “estudar”, já sei que se trata de um retardado mental travestido num cargo.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s