Tenham filhos

“Só tenha os filhos que você puder criar” Este é o slogan de uma campanha por “planejamento familiar”, idealizada por uma cidade no Rio Grande do Sul. Deixem-me dizer por que acho a campanha falha:

I – Tivesse a Humanidade seguido esta orientação, provavelmente já estaria extinta há séculos.

Até o século XX as condições de vida humana eram completamente insalubres. As famílias não tinham nenhuma estrutura, a alimentação era difícil, a educação era para poucos e pessoas morriam das doenças mais esdruxulas possíveis. Tudo era absolutamente incerto, inseguro e sofrível; imprevisível. No entanto, ninguém se furtou à tarefa de reproduzir, mesmo em períodos hostis, como os de guerra (muito pelo contrário, ter um filho sempre foi visto como uma dádiva)

II – Os que planejam ter filhos se julgam capazes de criá-los. Os que não planejam, tem filhos por acidente, não por vontade própria.

Não é preciso dizer que a gravidez acidental ocorre sem a intenção de ter filhos. As pessoas que não se acham capazes de ter filhos e têm mesmo assim não o fazem por teimosia ou temeridade, mas porque buscavam apenas prazer sexual e algo deu “errado”. Então, em última análise, essa campanha não impede gravidezes indesejadas já que estas ocorrem por acidente e não por vontade. O que ela incentiva, direta ou indiretamente, é a “correção do acidente”, ou seja, o ABORTO.

III – Na visão atual, ninguém é capaz de criar um filho.

Para ser pai, hoje em dia, você tem de preencher mais pré-requisitos que um astronauta, ou ser mais moralmente reto do que um santo. As exigências ideais são tantas (feitas pelo Estado interventor e pela crítica dos “especialistas”) que o ser-humano de carne e osso que pretenda ter um filho se vê intimidado e completamente incapacitado para o cargo.

É bem verdade que uma família bem estruturada é meio caminho andado para criança, mas não é garantia de nada. Muitos filhos que receberam carinho, amor e estrutura financeira crescem delinquentes por desvio de caráter. Já outros que cresceram numa família problemática mostram-se cidadãos retos ou até geniais. Quantos gênios não nasceram em famílias paupérrimas e problemáticas de uma dezena de crianças? E quantos “filhos únicos” criados em famílias perfeitas são inúteis problemáticos e mimados?

Resumo da ópera: Todos os que militam por “planejamento familiar” já nasceram, não foram abortados, e só estão aqui hoje em dia porque seus antepassados não tiveram esta mentalidade, mesmo tendo uma estrutura imensamente mais precária em tempos imensamente mais hostis. A sustentabilidade vem da prosperidade, da abundância, do “crescei e multiplicai” não do “abortai e matai”; não é administrando o pouco que se prospera mas sim buscando o muito. A tecnologia já aponta saídas de energias renováveis e uma reciclagem cada vez mais eficiente. O mundo não está acabando e nem irá (já falam isso há 4 mil anos) Tenham filhos e sigam em frente.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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