Segundo domingo de Maio

A fertilidade sempre foi um orgulho da natureza feminina. A capacidade de gerar, alimentar, aninhar, cuidar, ensinar… Neste dia temos que exaltar, sim, a instituição maternal. Demonstrar todo nosso reconhecimento e gratidão. Mas vejo muitas pessoas que, sob a bandeira (louvável) da maternidade e da família, terminam por ofender as mulheres que não tiveram (ou não puderam ter) filhos. Pois eu lhes digo que conheço mulheres de uma feminilidade belíssima que não foram mães: algumas não quiseram ser e se arrependem (admitem a lacuna), outras foram traídas pela natureza, outras sofreram infortúnios, etc., etc. Mas estas intempéries não azedaram suas personalidades, não as tornaram menos femininas, menos sensíveis, carinhosas, amorosas e atenciosas. Toda Mãe é mulher, mas nem toda mulher é mãe. Nós podemos festejar as primeiras sem magoar as últimas.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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