Ignorância radical

Henrique Meireles, há pouco ministro da fazenda e um dos supostos canditados à presidência, nos diz: “O radicalismo que mata o Brasil é um radicalismo infrutífero e sem nexo. Eu sou um radical no controle da inflação, no comando da economia, em aumentar a produtividade e radical na geração do emprego. Esse é o radicalismo que a maioria dos brasileiros precisa!”

Seria oportuno, então, perguntar duas coisas: é possível que haja empreendedorismo sem segurança física e jurídica? Você manteria uma loja aberta se fosse assaltado três vezes por semana, ou se fosse processado sistematicamente por seus ex-funcionários que já entram no emprego procurando uma forma de “se dar bem” ao final? Você conseguiria preencher a demanda de vagas especializadas quando os candidatos são, em sua imensa maioria, analfabetos funcionais? Só nestas duas perguntas, já passamos por questões de segurança pública, Cultura (de ondem emergem as leis, que propiciam, ou não, um ambiente de segurança jurídica) e Educação. E é aí que entra a minha admiração por Donald J. Trump. Ele não se limita a visão “economicista” da administração pública; não é um mero empresário ou economista que sabe “fazer dinheiro” Ele vê o todo, o Macro; sabe que as instituições estão alicerçadas na cultura e que, em última análise, são os indivíduos que preenchem todos os espaços (indivíduos estes que em sua maioria bebem da cultura dominante) Portanto, o embate Cultural que pejorativamente Meireles chama de “radicalismo infrutífero”, é justamente o embate MAIS IMPORTANTE que existe. Aliás, eu já disse mais de uma vez que esta visão de que a Economia rege a sociedade e que tudo o mais é mero acessório ou pretexto é uma visão Marxista de mundo; visão mutilada da realidade que os ditos “neoliberais” compartilham conscientemente ou não; um traço comum que faz das duas correntes muitas vezes aliadas.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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