Tolerando o pior

Justin Trudeau é famoso por criticar seu vizinho Donald J. Trump por supostos “discursos que incitam a divisão e o medo” Segundo o primeiro ministro Canadense, nós não devemos “alardear falsos perigos”, nem “nos isolarmos”, mas sim “construir pontes ao invés de muros” (sim, essa é uma daquelas frases batidas de rodapé de agenda escolar) Pois bem. Hoje uma Van guiada por um imigrante (ou filho de – vê-se pelo sobrenome) avançou sobre esta “ponte” e atropelou três dezenas de pessoas, matanto um terço delas numa das ruas de Toronto. Mortos os atropelados, o primeiro ministro “lamenta o incidente”, como se permitir e até subsidiar a imigração de regiões hostis à sua Cultura fosse algo “incidental” e não previsto, proposital; e como se já não houvesse exemplos inúmeros de que esta política não tem dado certo (vide Europa) O outro detalhe é a reação geral do público: outrora, um atentado tão incomum com uso de veículos vitimando dezenas de pessoas de uma vez só provocava comoção geral no Ocidente – esta tatica de guerrilha só era vista em uso por grupos terroristas na Africa e Oriente Médio. Agora, todos já se “acostumaram”, e nem comentam mais. A nossa capacidade de nos acostumarmos com o pior é realmente impressionante. Talvez por isso as palavras da moda sejam “tolerância” e “resiliência”

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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