Igualdade desigual

Segundo o dogma Socialista, nós somos todos iguais. E se não somos, deveriamos ser. Mas acontece que alguns morrem e são manchetes por um mês, viram nomes de ruas e bibliotecas e são lembrados até pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Papa. Outros morrem e não são dignos sequer de uma nota de rodapé. Por exemplo: a vereadora recém assassinada, por preencher todos os pré-requisitos do vitimismo de “minorias”, recebeu todos os mimos do mundo. Já uma policial, por ser membro do “aparato repressor de punição”, e por ser etnicamente pertencente à “classe dominante, privilegiada” – e aqui é engraçado, pois vivia com muito menos que a vereadora e numa profissão muito mais arriscada – não foi lembrada por ninguém. Digo, por ninguém “mainstream”. A vereadora e a policial são iguais em que sentido? Por que a bandeira de uma chega à ONU, enquanto a bandeira da outra cobre apenas um caixão? É de se pensar…

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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