Guerra ao terror

Os que conhecem estratégias de guerrilha urbana estão familiarizados com o conceito de “Guerra assimétrica”, onde um lado subentende-se poder fazer tudo e o outro (somente o outro) tem de lidar com amarras morais e legais. Este método é usado amplamente por grupos terroristas no oriente médio, como por exemplo, o Hamas contra Israel. Eles usam civis como escudo humano, promovem o caos em vias públicas, atacam aleatoriamente intencionando causar desordem e terror, e fazem de tudo para incriminar o adversário e utilizar contra ele a propaganda.

É EXATAMENTE ISTO que ocorre no Rio de Janeiro, neste momento. Por mais insatisfatória e paliativa que seja, a intervenção Federal na segurança pública do Rio de Janeiro está incomodando. O tráfico de drogas tem seus negócios prejudicados e a guerra entre facções encontra o fator complicador da presença militar. Bem por isso os prejudicados fazem pressão de cima e por baixo. De cima, através de partidos políticos financiados com dinheiro do tráfico, através da militância contra a intervenção por meios “legais”. Por baixo, através desta tática de guerrilha, a “guerra assimétrica” citada cima, promovendo o caos urbano, a execução aleatória de civis (camuflada em “latrocínios”) e a provocação de embates com a força militar em áreas de grande concentração de pessoas (como as favelas), utilizando-as como escudos e como propaganda, caso venham a ser vitimadas nestes conflitos (já notaram que a paralisação de aulas, as mortes por balas perdidas e todo transtorno decorrente da ocupação cai na conta dos policiais e não dos traficantes?)

O que estamos testemunhando neste aumento da criminalidade – que já era endêmica – é uma retaliação; pela perda de espaço de partidos financiados pelo tráfico, e mais recentemente pela intervenção federal. Sublinho novamente o caráter de execução: não é “somente” criminalidade: furtos, roubos, agressões. É extermínio. Como um militante de um destes partidos que perde terreno disse: “A justiça será feita nos sinais” É uma clara ameaça. É a convocação à guerrilha. É o terror.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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