Soco na boca

Na era do “diálogo”, em que muito se dialoga e pouco se faz, o Imperador da compreensão mútua entre os povos, Donald J. Trump, faz o contrário: primeiro ele faz, depois ele dialoga. Resolveu sobretaxar a importação de alumínio e Aço. Foi lá e fez. Não perguntou nada a ninguém. Quando as economias que exportam para os EUA começaram a reclamar, o Imperador respondeu: “Podemos negociar, mas só se nos tratarem bem”

E aí eu não sei se vocês entendem… Todos sabem que é a economia americana que mantém o mundo funcionando; é o vigor dela que alimenta muitas outras economias. Ademais, os EUA são “a policia do mundo”; seu poderio militar mantem o equilibrio minimo no globo, sem o qual já teriamos implodido em algumas outras tantas guerras mundiais. É claro que tudo isso custa dinheiro e é claro que os EUA pagam praticamente sozinhos. Não obstante, vejam: a propaganda antiamericana nos quatro cantos do globo é maciça. O lobby antiamericano em tratados internacionais é maciço. E o Imperador cansou.

A medida que tomou não só protege pilares fundamentais da economia interna americana contra manobras exteriores (A China e a India, por exemplo, sobretaxam produtos americanos e todo mundo acha bonito) como serve, também, para lembrar a dependência que muitos outros países têm, e que seria bom que demonstrassem algum respeito. Vejamos o caso do Brasil: o país tem uma propaganda interna totalmente anti-americana e pró-bolivariana/socialista. Economicamnte, participa do BRICS – bloco comercial que inclui os principais adversários economicos, ideologicos e militares americanos: Russia, China e India. Ainda assim, a Indústria Siderurgica Brasileira é amplamente dependente das exportações para os Estados Unidos, o que obriga o Brasil a sentar e negociar – malgrado toda sua má vontade e inclinação para o outro lado.

Eu não sei quanto a vocês, mas acho essa estratégia de negociação muito interessante e eficiente: primeiro dá-se um soco na boca do folgado, depois chama-o para sentar e tomar um cafezinho. Aliás, esse mesmo método funcionou com o “supremo líder” norte-koreano Kim Jong-Un, que antes de Donald J. Trump queria explodir o mundo inteiro, agora quer apenas marcar um encontro com o Imperador e pedir desculpas.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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