Liberdade à cabeceira

Arma de fogo é sinônimo de igualdade. Outrora, o mais forte era o sujeito dominante do grupo que tinha poder sobre os outros através da violência. Com o advento da arma de fogo, qualquer um que tenha um dedo é capaz de se defender: o agressor pode pesar 120Kg e ter dois metros de altura, a vítima 60Kg e medir 1,60cm, ainda assim, ambos armados, estariam em pé de igualdade. É importante que se compreenda isso: as armas em geral foram criadas primordialmente como instrumento de defesa por vítimas em desvantagem física, seja diante de animais, seja diante de outros homens.

Isto nos leva a seguinte conclusão: o mundo utópico sem arma de nenhuma espécie já existiu e não deu certo: a opressão pela força fisica levou os mais fracos a criarem instrumentos para se defender dos mais fortes. A única igualdade possível é o armamento de ambas as partes, que dirime as diferenças fisicas e dá a ambos o mesmo “poder”. É claro que o ideal dos ideais seria o fim deste impeto humano de submeter aquele que é mais fraco, a extinção do impulso violento, etc., etc. Mas enquanto a biogenética ou seja lá o que for não muda a constituição humana, é melhor ter uma arma na gaveta.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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