Fechados em si

Não pode haver moral no Brasil, simplesmente porque moral é um sentimento de submissão a algo; consciência de serviço e obrigação. A quem o Brasileiro considera-se voluntariamente submisso?

A Deus? Por mais que seja um país majoritariamente “Cristão”, o que ocorre muitas vezes é aquele sincretismo em que o sujeito vai à macumba na terça-feira e à missa no domingo. Sendo que ir a Missa no Domingo – graças a Teologia da Libertação encarnada na CNBB – muitas vezes se resume a ativismo social e militância politica da pior espécie (nem cito denominações que mais parecem auto-ajuda, circo ou boate) Enfim, infelizmente o Cristianismo no Brasil, em sua maioria – e aqui não generalizo – é um simulacro medonho; não há temor a Deus.

Ao Estado? A América em geral e o Brasil em particular – para usar um termo talvez duro, mas não menos verdadeiro – foi feita do “resto” da Europa. Daí que não há identidade entre os habitantes e a Terra – entre os habitantes e os próprios habitantes. Também não se trabalhou no sentido de criar uma consciência nacional, acima de toda esta “diversidade” que muitas vezes não dialoga – muito pelo contrário. Criou-se um Estado Totalitário que só funciona para si em detrimentos de todos, o que causou um ódio (justo) tão grande que o Brasileiro prefere pela informalidade sempre que pode. Mesmo aqueles que querem amar o Brasil, sendo maltratados desde o berço, não conseguem (ou conseguem por puro romantismo/idealismo, se não por masoquismo)

À familia? Após décadas de incentivo à infidelidade, facilitação do divorcio, ao egoísmo estéril que vê no filho um peso, ao feminismo que joga a mulher contra o Homem, ao Estado cada vez mais intromissor (que substitui o Homem na Relação praticamente casando-se com a mulher no lugar dele – caso de “amparo” e ‘assistências” para mães solteiras) ficou praticamente indesejável ter uma família. Todos fogem disso como o diabo foge da cruz, pois veem apenas onus e não bonus. E mesmo os mais “romanticos” que querem muito, só querem “a partir dos 30 ou mais pra lá”

Enfim, o homem não se vê submisso a nada de coração; não se sente obrigado a nada, grato por nada e não é capaz de se sacrificar por nada. Na ausência de todas as coisas de real valor, resta o dinheiro, que de “meio” para se adquirir algo, torna-se um fim em si mesmo. É uma existência pobre e fechada em si, sem essa instância superior – seja ela qual for – que inspiraria uma moral genuína.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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