Carruagem de fogo

Não tenho nada contra correntes de oração: “oremos pela Venezuela”, “oremos pela Síria”, etc., etc. Mas vejamos o exemplo do povo Judeu. Durante o exílio de quase dois mil anos, o povo judeu esperou retornar à Terra Natal. “No próximo ano, em Jerusalém”, diziam, em cada festa de Pessach (Páscoa). Mas o que de fato conseguiam? Ser enxotados de país a país como ratos, até a “solução final” de Hitler que matou 6 milhões deles num dos maiores massacres da História.

Daí por diante o povo judeu percebeu que só orar não estava adiantando muita coisa. Passou a se organizar mundialmente com a finalidade de retornar a Terra da qual foram expulsos e, se preciso fosse – como foi – pegar em armas. O termo “Nunca novamente” tornou-se um mantra com relação ao Holocausto, lembrando que naquela ocasião estavam inermes, desarmados, e que jamais estariam desarmados novamente. Agora, “Merkava” – a carruagem de fogo que subiu aos céus levando o profeta Elias na Bíblia – é o nome de um Tanque de Guerra de blindagem composta tendo como armamento primário um Canhão de 120mm L/44, como armamento secundário uma metralhadora de 12.7 mm Browning M2, um lançador de morteiro de 60 mm e duas metralhadoras M249 de 7,62 mm. Isto sendo empurrado por um Motor GD 883 V-12 DIESEL de 1500cv. Esta é a “carruagem de fogo” que os judeus têm usado atualmente. Foi com ela que eles se estabeleceram, e é com ela – bem como seus demais armamentos – que se fazem respeitar em meio a dezenas de países Islãmicos que tentam destruí-los diariamente.

O que quero dizer com isso? Que passividade nunca levou ninguém a lugar nenhum. Que o povo Judeu só conseguiu um lugar no mundo (ainda que ínfimo) e ter sua vida respeitada através das armas, e que enquanto estivermos procurando a “solução final” para nós vinda de cima – de alguma entidade espiritual ou governamental -, ficaremos chupando dedo.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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