Submissão verde oliva

Um General da reserva do Exército – que tem voz de dublador de desenho animado – deu uma entrevista na Globo News que vinha sendo impecável. Falou da importância de criar-se uma segurança juridica para o exercito trabalhar (ter liberdade de agir, o que inclui eliminar alvos hostis como regra de engajamento), a inutilidade da presença do exercito no Rio de Janeiro sem poder de policia, a necessidade de um novo codigo Penal, etc. etc. Enfim, vinha bem até reconhecer que o Exercito, ultimamente, tem sido um “fantoche político”, e está sendo posto para trabalhos vexatórios e tampões (como ser babá de imigrantes venezuelanos em Roraima) Daí ele mesmo parou e se perguntou: “Se nós sabemos que estamos sendo usados, porque continuamos sendo usados?” A resposta que encontrou foi a seguinte: “Porque o presidente manda e a gente obedece. Nós somos muito bons em cumprir missões. A gente pode até ver depois se as missões foram boas ou ruins, mas primeiro a gente cumpre as missões”

Vocês entendem? Daí eu me pergunto: se um dia nosso presidente for um Nicolas Maduro da vida, que usa o Exercito para reprimir o proprio povo, será que nosso Exercito vai continuar sendo tão docil assim, apenas “cumprindo missões”? Primeiro cumprirá a missão, para depois um dia, quiçá, refletir sobre ela? Será que a prioridade é realmente “cumprir a missão”, aconteça o que acontecer, por mais estapafúrdia e contra os interesses nacionais que sejam? O General ainda finaliza dizendo que o Exercito “não é mais o mesmo; tornou-se uma instituição totalmente democrática – a mais democratica que existe” E aí está o termo “democratico” novamente. Em seu sentido original, é uma boa palavra… Mas no sentido que comumente é usada no Brasil, majoritariamente por partidos de Esquerda (o PT, por exemplo, tem tesão por essa palavra – claro que num significado distorcido e até oposto), é algo que não me soa muito bem…

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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