O escândalo da Lei

Alunos da Universidade Federal do Ceará (UFC) hostilizaram uma Policial Militar, também aluna, que compareceu à aula fardada com seus equipamentos de trabalho, a saber, uma arma. A moça, além de trabalhar garantindo a Lei, estava lá, estudando. E aí é preciso que se entenda o seguinte, para compreendermos o escândalo: fosse um béque de maconha, uma pedra de crack, um narguilé com alucinógenos, tudo bem. Mas não; era uma arma – desengatilhada e no coldre, e portanto, “perigosíssima”. E tivesse a arma em porte de um marginal, de um traficante, de um homicida, tudo bem. Mas não; estava em porte de um agente da Lei. E para onde um acinte deste tamanho, de Lei e Ordem, de Trabalho e estudo, deveria ser enviado? Isto mesmo: para “Coordenação do Centro de Humanidades” da faculdade. Lá a aluna foi “humanamente” convidada a se retirar do campus, que não suporta em suas dependências nada que não seja relacionado a sublevação e subversão. Deixo aqui, então, uma sugestão à Policia Militar: Quando a Universidade, por qualquer motivo, ligar para polícia requirindo seus serviços, digam que não poderão entrar no campus armados e fardados, que respeitam o “Centro de Humanidades da instituição”, e que liguem para a Comissão de Direitos Humanos.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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