Desfaçatez escravagista

Então nós temos uma Ministra, que como aposentada recebe R$ 30.400 por ter prestado serviços ao Tribunal de Justiça da Bahia (vejam bem: R$30.400 de aposentadoria. Ouviram bem? Vou repetir: TRINTA MIL E QUATROCENTOS REAIS) Como o teto do funcionalismo público é de R$ 33.700, ela acaba recebendo “apenas” R$ 3.300 pelo cargo de Ministra, o que, acumulado com a aposentadoria, atinge o limite estabelecido.

Agora vejam vocês: Trinta e três mil e setecentos reais no total, mais CARRO PARTICULAR, MOTORISTA, e VIAGENS AÉREAS GRATUITAS, sempre que estiver “a trabalho”. Aí vocês poderão pensar: “É a vida que pedi a Deus!” ERRADO. A Ministra entrou com um requerimento para ganhar ACIMA DO TETO estabelecido, dizendo que está trabalhando como Ministra “DE GRAÇA”, e que isto se assemelharia ao “TRABALHO ESCRAVO” (sendo afrodescendente, talvez ela tenha pretendido aqui um apelo retórico) O total visto como “JUSTO” pela excelentíssima seria a quantia de R$ 61 mil, ou seja, SESSENTA E UM MIL REAIS, fora a manutenção de regalias, é claro. Aí cabe, então, três perguntas:

1) Até onde vai a cara de pau de usar o vitimismo de uma suposta “dívida histórica”, não para conquistar direitos, mas sim privilégios?
2) Com o cidadão comum, seja ele empregado ou empreendedor, tendo que trabalhar por seis décadas para se aposentar por um salario de fome, ter militares, funcionários do judiciário e políticos em geral se aposentando com quantias homéricas como esta de R$30 mil (que não raro caem para cônjuges ou descendentes), quão absurdamente imoral é esta situação?
3) Há alguma chance do Brasil dar certo?

Justifiquem suas respostas.

Nota: Alguém arrisca dizer a qual Ministério pertence a excelentíssima? Sim, este mesmo: – DIREITOS HUMANOS

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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