Histeria como engenharia social

As pessoas não respondem mais aos fatos ou a ideias que melhor correspondam aos fatos, mas sim a uma participação emocional dentro de uma histeria coletiva. Vê-se claramente que toda personalidade que se pretenda ser influente hoje em dia recorre ao apelo emocional, seja com berros histéricos de indignação, seja com comoção chorosa de vitimização. Notem o discurso de Gisele Bündchen no Rock In Rio… o apelo crescente a todos “se unirem”, “sentirem juntos”, “como se fossem um”, e quando ela começa a chorar, o coro explode, irrompendo em palavras de ordem mais forte do que nunca. O choro dá ao discurso um teor de verdade e urgência; uma espécie de gatilho para empatia coletiva.

Publicado por

O Lenho Verde

"Aquele que fala por si mesmo está buscando o seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou é verdadeiro, e nele não há falsidade."

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